31 de dezembro de 2010

Pedindo a conta de 2010

Já é hora de fechar a conta do ano.

Valeu a pena? Sim, porque quando a alma não é pequena sempre cabe mais um. Coube mais amigos, mais desafios, mais batalhas. Conquistas? Só morais, que são a base de qualquer outra.

Espero de 2011 a mesma coisa que espero de qualquer novo dia: Rir dos nossos defeitos, ter surpresas inesperadas, descobrir novas habilidades para solucionar problemas e escrever mais um valoroso capítulo da nossa própria história.

Cada resposta que obtemos equivale a várias novas perguntas. Muitos vão se perguntar "mas então o que adianta tudo isso?". Tudo. Porque o objetivo não é chegar ao final, é ir o mais longe possível.

Até mais!

17 de dezembro de 2010

A deriva social

SPOILER ALERT: Se você não assistiu "A Rede Social" e gosta dessa babaquice de ver tudo como uma surpresa, saia já deste blog.



Dia desses num bate-papo qualquer fui provocado a listar quantos filmes eu já vi no cinema. Contei nos dedos e não cheguei a completar as duas mãos. Por isso não seria a melhor pessoa do mundo para avaliar "A Rede Social" (The Social Network) como uma obra cinematográfica, apenas darei alguns palpites como todo mundo na Internet faz. Somos de tudo um pouco e jogamos nas 11 posições.

De início já podemos levantar a dúvida se o título "A Rede Social" não poderia indicar algo além de uma simples referência ao site que é pivô de toda a história. Até porque a história cita envolve muito mais a vida de Mark e o que a história do site em si.

Uma história 100% verdadeira? Talvez sim, talvez não. Talvez seja apenas meio verdadeira como qualquer história contada por aí ou como qualquer perfil online na internet. Porque o chato da verdade é que ela não tem o contraste suficiente nas cores para ser bem legível, e o chato da ficção é que ela tem um álibi para dizermos para nós mesmos que aquilo não nos ensina nada.

"A Rede Social" não tem a pretensão de analisar a psique humana pós-Web 2.0, mas dá boas dicas. O diálogo entre a advogada e Mark Zuckerberg sobre o início de tudo é praticamente uma conclusão:

Eu estava bêbado, zangado, estúpido... e blogando


O conceito cada vez mais diluído no espaço sobre a privacidade, a impulsidade e instintividade como os novos grandes valores acabam se apresentam ncomo o grande veredito de um julgamento sem um final concreto. Onde não apenas julgamos o comportamento de uma pessoa, mas o nosso conceito de vitória e fracasso.

13 de dezembro de 2010

A vida é...

A vida é como um video-game: Depois que você passa uma fase não tem mais graça jogar ela de novo.

A vida é como um jogo de Atari: Não tem objetivo final, o lance é ir superando os obstáculos.

A vida é como uma estrada: Você pode pensar que está 100% seguro parado no acostamento mas mesmo ali você pode sofrer um acidente.

10 de dezembro de 2010

Será viver



Tente ignorar
Temos o universo pra enfrentar
E o mundo pra vencer


Há coisas que por mais que o tempo passe não se perdoam. Ou se perdoam pela metade, como uma meia-vida de elemento radioativo.

Mesmo sendo incapaz de guardar rancor de algo acontecido ontem muitas passagens da minha época de escola doem. Demorei pra tomar consciência disto. A conclusão é que eu ignorei, mas não enfrentei. E o conceito de enfrentar não é objetivo.

Mas há teses: Se perdoar é esquecer, o contrário também é verdadeiro. E nada melhor que esquecer do que preenchendo o espaço da memória com novas lembranças. Um mundo pra vencer e conhecer.

Amanhã dependerá de nossas mãos
Que podem machucar
Que devem construir


Sim, o ato de simplesmente fazer não garante nada. O lado bom é que sorte não estamos procurando por garantias. Se a mesma mão que afaga é a mão que fere não há porque se preocupar com os erros. Há de se preocupar e se culpar apenas com a omissão.

O que virá
Será melhor que recuar
Será viver


Durante muito tempo entendi essa letra de outra forma: "Será melhor que perdoar / Será viver". Até mesmo os erros não são absolutos. Neste post a versão errada fica muito mais correta do que a versão certa.

  1. Micael Silva
    micaelsilva Sempre que eu acho que fiquei velho e calejado demais para me emocionar com as coisas vem o fim de ano e mostra que eu estava errado.
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Conexão reestabelecida

De volta após ter sido jogado para um limbo virtual pelo Blogger. Os dois próximos posts prometem ser bem fundos nas feridas, por isso estou os produzindo com calma. Mas logo estarão aí. A vida não para e a internet muito menos.

8 de dezembro de 2010

1 de dezembro de 2010

Tudo muda sem mudar nada



A partir de hoje este blog está em um novo endereço. Você que assina o feed continua e continuará recebendo posts normalmente e todos os acessos para o endereço antigo serão redirecionados para o novo. O nome do blog continua o mesmo.

A mudança para um domínio próprio consolida uma mudança para mim também. Me sinto um bocado Renê de Paula, alguém que experimentou diversos caminhos e todos apontaram para a internet. Não foram apenas as mídias que convergiram, foram também as idéias e as pessoas. Desta forma aqui estou marcando meu "sítio" na internet, uma roça que quero cultivar bem para que sempre esteja dando bons frutos.

30 de novembro de 2010

Meu livro


E ainda há quem largue livros por aí. Sorte de quem os encontra.



Como disse Dinho Ouro-Preto, uma atitude pode mudar o rumo da sua vida. Uma dessas pode ter mudado a minha vida.

Até hoje não entendi nem como nem porquê. Simplesmente aconteceu. Deixaram um livro sobre Leonardo Da Vinci na sala de espera do escritório do meu pai. É comum ver pessoas levando páginas ou até revistas inteiras de uma sala de espera mas deixar algo é algo muito atípico.

Um livro sem texto, com muitas figuras. Me soou como um enigma desde o primeiro momento: como uma obra sobre uma pessoa como Da Vinci não teria nenhum comentário, nenhuma legenda?

Com o objetivo secreto de resolver todo este enigma absorvi a curiosidade transversal, que não respeita área de exatas ou humanas. Pesquiso, atuo e gosto em ambas sem me questionar qual deveria ter minha dedicação integral: jornalismo, programação, documentação...

Há quem veja como megalomania e há quem veja um simples reflexo de uma nova geração. Como fato mesmo eu só tenho um livro.

26 de novembro de 2010

Agradecendo


(para ilustrar o post, um excelente trabalho da NBC Artworks e Nathan Love para o Thanksgiving deste ano)



Mais um Dia de Ação de Graças que acontece é mais um dia em que mostra o nosso poder de sermos influenciáveis. Do ponto de vista cultural é mais um feriado que importamos junto do Halloween. Do ponto de vista econômico continuamos sonhando com as liquidações da Black Friday. Mas me interessa mais falar da essência deste feriado.

Dentro da limitada visão que tenho da cultura norte-americana defino o Ação de Graças como um feriado até mais importante que o Natal. E se perguntarem a minha opinião sobre isto direi que acho isso muito justo.

Haverão os cristãos escandalizados por tamanho desprezo com o aniversário de Jesus. Deixo a eles o direito de se escandalizarem sozinhos, pois eles não tem a capacidade de enxergar além de um evento o significado de uma obra.

Páscoa, Natal, são todas datas comemorativas simbólicas ligadas ao passado, celebrando um evento acontecido que apenas indiretamente nos atinge nos dias atuais. O Ação de Graças é um feriado que — se focado em sua real essência — trata do presente e do futuro, do hábito de agradecer a todos os envolvidos as conquistas realizadas ao longo do ano e de manter estes laços. Olhando para o futuro, na construção dele.

Independente da sua crença esta é uma reflexão fundamental a se fazer, quais são os frutos de ser uma pessoa grata a tudo. Principalmente numa época onde as pessoas preferem dedicar seu tempo e intelecto para reclamar de tudo e todos.

25 de novembro de 2010

Top 5 episódios de Doctor Who

Apenas dois critérios são usados para fazer este ranking de 5 episódios essenciais da temporada moderna (de 2005 para cá) de Doctor Who: Adrenalina e "epicidade" da história. Cada fã pode ter suas preferências mas eu duvido que alguém conseguiria deixar estes de fora:



5 - "The End of Time"

A verdade sobre a sua raça, a diferença dos seus valores e a que preço levar eles até as últimas consequências. Uma das melhores, senão a melhor, atuação de David Tennant como Doutor num roteiro excelente.




4 - "The Pandorica Opens"

Num final de temporada épico, como todo season finale de Doctor Who é, o 11º Doutor coloca os pingos nos "is" e demonstra numa cena inesquecível sua posição frente a todos os seus inimigos espalhados pelo universo.




3 - "Journey's End"

Uma cena épica com uma grande mensagem. Logo após carregar todos os amigos que já ajudaram na sua jornada o Doutor ouve de Sarah Jane: "Você age como um homem só, mas tem a maior família da Terra!"




2 - "The Impossible Planet"/"Satans Pit"

Apesar do aparente caos do universo, o Doutor o conhece com a palma de sua mão e tudo visto do ângulo correto acaba fazendo sentido. Mas não desta vez. O Doutor e Rose vão até um planeta onde vão desvendar segredos realmente impossíveis. Sendo um Lorde do Tempo o Doutor pode saber de toda a história do tempo, mas não do que aconteceu antes dele.




1 - "Blink"

O melhor roteiros que eu já vi até hoje na série. Certamente foi o que carimbou o passaporte de Steven Moffat para produzir a série em 2010. Uma narrativa cinematográfica, detalhista, dissimulada, onde o Doutor e sua acompanhante se tornam coadjuvantes na aparição das criaturas mais assustadoras da série moderna sem que o episódio se perca do seu objetivo: provocar muita adrenalina.

20 de novembro de 2010

Geração Metáfora

Nesta semana que estive em São Paulo o Galeno chamou a atenção para a capa da revista Época daquela semana. Me surpreendeu pela interpretação que eu nunca havia cogitado:



Geração Harry Potter. Nunca pensei como um livro, uma mitologia, um fenômeno editorial foi capaz de moldar tantos aspectos da geração que chega aos 20 anos agora.

Sim, o assunto entra na onda do lançamento do último filme da série, mas não deixa de ser muito pertinente. Especialmente pra mim, na ocasião que esta reflexão aconteceu.

Dois rótulos comumente aplicados à saga e aos fãs de Harry Potter se bem analisados podem mostrar a fronteira entre dois mundos, duas interpretações e dois finais distintos: O conto-de-fadas e a fábula.

Apesar dos dois terem linguagem fantástica, a fábula tem como objetivo de passar lições de moral para a vida real, compromisso que um conto-de-fadas não tem, apesar de muitos também terem estas lições. Saber esta diferença é muito importante para entender a transformação da geração que acompanhou Harry Potter desde o princípio.



Tive contato com a história e o fenômeno bem no início. Estava frequentando um consultório de psicopedagogia na época tratando de uma timidez crônica e foi através da Fernanda, a psico que me atendia, que conheci a história e o mundo de Harry, sendo a própria Fernanda uma grande fã.

Falar sobre os desafios de se enfrentar a timidez é naturalmente fazer um paralelo ao mundo de Harry: A sensação de viver isolado no mundo mesmo no meio de tantas pessoas, a incomunicabilidade, a decepção. Mas também sendo alimentado pela fé de um dia ser resgatado dali para um novo mundo completamente oposto ao anterior, composto de compreensão e solidariedade.

É justamente neste ponto cabe a mudança de conto-de-fadas para fábula, da metáfora para a vida real. A revolução de ver tudo isso que era um mundo imaginário provar ser real, se materializar. Quem me conhece ou lê este blog sabe como isso foi importante pra mim e como ainda me faz chorar em momentos de introspecção.

A grande conclusão que gostaria de ver sobre esta "Geração Harry Potter" seria exatamente esta: Uma geração que através de um mundo imaginário criou uma fábula que serviu de estímulo para uma nova vida.

15 de novembro de 2010

A capital econômica das coisas que não tem preço



"São Paulo é um cinzeiro", dizia a pichação sobre a entrada da passagem subterrânea entre a Av. Paulista e Av. da Consolação. Nenhuma frase que li neste fim de semana soube resumir tudo que senti e entendi.

Nesta cidade Nenhuma cinza é inóspita o bastante a ponto de não ser mais um ambiente fértil. São Paulo é feita de muitos imóveis sem móveis mas cheios de sonhos. Sonhos de gente que se reinventa pra levar uma vida melhor nas mais variadas formas que "vida melhor" possa ter.

As dúvidas e incertezas podem ser muitas, mas convicções com gosto de idiossincrasia dão o tom para continuar seguindo. Muito maior que o prazer de estar numa cidade que pulsa a economia e boa parte da cultura nacional é sentir como milhares de sonhos e projetos de vida tocam toda esta máquina.

Estas moradias vazias ricamente decoradas de vontades e de amigos...

22 de outubro de 2010

Diário de uma mente com lembranças não-indexadas (1)

- Sempre gostei da matéria de história na escola. Tanto que não estudava nada durante as aulas e acaba por fazer as provas com o que aprendia lendo todo o livro didático antes do tempo ou pesquisando em outras fontes, como o saudoso Almanaque Abril 97 (naquela época já bastante defasado, deixo avisado) onde eu procurava sobre Revolução Russa, assunto que me intrigava e que não existia no currículo antes da 8ª série.

Quando finalmente vi este conteúdo na 8ª série, um trecho do livro didático me chamou a atenção e nunca mais saiu da minha cabeça.

"Lênin era um orador que cativava pela simplicidade e pela clareza de raciocínio."


A definição me pegou como um golpe de criatividade: Como seria este raciocínio? Qual seria o processo para se chegar a um discurso com este poder?

A vontade de descodificar o suposto discurso claro de Lênin perdurou por anos na minha mente. Não penso ser um exagero pensar que isso foi influenciando minhas decisões e caminhos ao longo da vida...

17 de outubro de 2010

Daquilo que o reconhecimento é feito

Blogoterapia, aqui me tens de regresso.

E aqui venho blogar da mesma forma que conduzo muitos momentos da minha vida, contando histórias. E um acontecimento sempre acaba lembrando alguma história.

Navegando pelo YouTube achei este excelente remake de um bumper (apelidado de "plim-plim" aqui no Brasil por conta da aplicação deste conceito utilizada pela Globo) da Manchete:



Isto me lembrou a época que eu brincava de fazer (ou pelo menos tentar fazer) vinhetas no Flash, no começo dos anos 2000. Naquela época fiz um remake muito tosco da abertura do Jornal da Manchete (esta aqui) e mostrei para meus pais. A reação deles até hoje me inspira reflexão sobre a relação entre as pessoas e como trabalhar em grupo.

Ouvi altos elogios, e olha que meus pais não são de elogiar. Desconfiei, e da mesma forma desconfio até hoje. Eu mesmo achava tosco o meu trabalho mas estava orgulhoso pela dedicação que tive.

O interessante foi perceber a motivação que esta reação gerou em mim. Nunca parei de gostar de televisão e vídeo e até fui entrando em outras mídias. E quando comecei a trabalhar com televisão percebi como o poder de um elogio, independente do tamanho e da sinceridade do mesmo é capaz de motivar uma equipe (falei sobre isso no artigo que fiz para o Memórias Fracas).

Elogios, não custa nada fazê-los.

17 de setembro de 2010

Pensata do dia

  1. Rita Lee
    LitaRee_real Meu, nunca vi tamanha rapidez p responder, vcs são computadores?
  2. dan
    _dnl @LitaRee_real Todo um potencial sub-utilizado.
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12 de agosto de 2010

Periódico e crônico



I don't care if monday's black
Tuesday wednesday heart attack
Thursday never looking back
It's friday i'm in love
The Cure - "Friday I'm In Love"


Há aqueles que tem o benefício de receber a alegria no final de semana, mas o meu caso é mais específico quanto receber a minha depressão em determinados dias da semana. Não tem explicação, não tem motivação, ela simplesmente vem para não me deixar só.

Aos remédios, um pit-stop, uma forma de adiar a vinda dela. Aos tratamentos psicológicos discussões inúteis com alguém que afirma que não existe uma verdade. Para quem convive com uma doença crônica só resta o tratamento característico: Controle e convivência.

Como doença crônica e enraizada na personalidade de alguém, interpreto a minha como um astigmatismo da alma que me faz ver o mundo de uma forma bem diferente do que ele realmente é, mas que não faço questão de perder. Pode ser distorcido, mas é um ponto de vista que só eu posso ter, desanuviado do comodismo e inércia que toda alegria traz consigo.

1 de agosto de 2010

Sherlock



Fiz força para não deixar meu fanatismo por Doctor Who contaminar minha avaliação de "Sherlock", nova série da BBC co-produzida por Steven Moffat que também é produtor executivo de Doctor Who. Creio que consegui.

It could be help:



Uma estréia com Appreciation Index comparável aos níveis de Doctor Who, uma série já com muito tempo de estrada. Um excelente sinal. Aliás, sinal é algo que não pode faltar na série: Sherlock Holmes não poderia se ambientar na Inglaterra dos dias de hoje sem ser viciado em mensagens de texto e a trama se estrutura muito bem em cima disso:



As mensagens escritas são parte importante da trama e também ajudam a acompanhar o raciocínio de Sherlock. Ah, como é bom trabalhar com o público 100% alfabetizado...



Infelizmente apenas 3 episódios estão na agulha para irem ao ar, portanto seja esperto: Preste atenção em todos os detalhes, a ciência da dedução não é tão impossível assim.

Update [18/12/2011]: Sherlock volta às TV do Reino Unido para uma segunda temporada dia 1 de janeiro. Mas se você quiser tirar o atraso nos episódios até lá aproveite que a primeira temporada está disponível em DVD aqui no Brasil.

27 de julho de 2010

Atropelo

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para...
Lenine - "Paciência"


Em vários momentos da vida tudo que a gente gostaria é que o tempo desse um tempo e parasse de correr, não somente nos momentos felizes mas principalmente nos momentos de aflição ainda que isto significasse uma exposição prolongada a dor. O ser humano tem a capacidade de acostumar com tudo, a dor não é um grande problema.

O grande problema é a dor vindo em doses cavalares, sistemáticas, sequenciais. Nem bem atravessamos uma tempestade inteiros e já entramos numa próxima. Tudo que eu pediria ao tempo é um pouco mais de paciência.

Não faz mais de um mês que perdi minha avó paterna, depois de anos de uma doença psicológica que se tornou mental para se concluir física. Os que já passaram por isso são capazes de serem menos hipócritas com a vida alheia e são capazes de admitir e concordar que a dor se atenua com o alívio pelo final de um longo sofrimento conjunto. Nestes cerca de cinco anos, logo eu que sempre gostei de desafiar os conceitos de loucura me vi de frente com o pior sentido da mesma.

Por isso tudo que eu gostaria de pedir ao tempo é um pouco mais de calma. Não quero enfrentar de novo a mesma situação tão de perto, tão rápido, tão cedo. Se o tempo é capaz de curar tudo quero deixar claro que ainda estou no pós-operatório sem receber visitas.

Aos que vão me perguntar por uma matéria isenta não nego que tanto desgaste não traga aprimoramentos para a vida. O pior da natureza humana (espontânea ou intencional) sempre me inspirou na coragem de tentar o melhor. Não quero que as más ideias ganhem por WO, ou um xingamento seja mais expressivo que um agradecimento inesperado.

De tanta loucura ruim no mercado quero aperfeiçoar a minha boa loucura, por pura falta de tempo. Porque a vida não para.

20 de julho de 2010

Sobre amigos e seus dias

Com a invenção da internet qualquer dia de qualquer coisa passou a ser lembrado e comemorado. Logo o dia do amigo não iria passar imune (ou impune). Mas é logo ele e a sua relação com a rede pedem alguns dedos a mais de prosa e reflexão.

A internet mudou a nossa forma de ver e de pensar em muitos aspectos, mas nenhuma área foi mais afetada e transformada do que das relações pessoais (redes sociais, alguém?) e o conceito de amizade.

Muita gente questiona esta nova visão, dizendo que amizade virtual não é amizade de verdade. Você vai ver muitas pessoas dizendo estas coisas neste 20 de julho. Ouça estes argumentos e esteja pronto para se sentir a pessoa mais anti-social do mundo .

Eu, no entanto, quero fazer uma análise muito mais criteriosa do assunto, saber o que corresponde melhor aos critérios de uma amizade: Pergunte a si mesmo em quantas pessoas você confiou os mais tensos momentos da sua vida. Pergunte-se de quem você ouviu os conselhos mais ácidos, as verdades mais dolorosas porque simplesmente era o mais necessário naquela hora. Agora tente-se lembrar com quantas pessoas que você convive diariamente tudo isto também é possível.

Nunca decretei e espero nunca um dia decretar a internet com uma substituta das relações pessoais mas sempre gostei do seu poder de fazer um “hack” na cabeça humana. Quebrar limites geográficos, ideológicos, poder unir todos que estiverem de boa vontade de tentar ir além do mundo que estão acostumadas. Muitas amizades foram construídas no avançar destes limites e muitas continuarão sendo construídas desta forma.

Enfim, não julgue suas amizades entre reais e virtuais, presenciais ou a distância, julgue-as pela força e pela impotância que elas tem. Não importa quantas vezes você recebeu um e-mail "Fulano convidou você para ser seu amigo", a relevância real disto mora em um campo onde métrica nenhuma é capaz de auditar.

12 de julho de 2010

Obscuros e twitteiros

Recebi do Galeno há poucos dias um livro, "A Arte de Escrever" de Schopenhauer, que logo nas primeiras páginas me fez sentir o tamanho do impacto que ele ainda pode causar e como é extremamente atual mesmo a obra tendo sido escrita no século 19.

Logo no prefácio me deparei com o resumo do autor para três problemas estilísticos da época, a falta de clareza, prolixidade e neologismos. O que impressiona não é a definição dos problemas, mas como eles se apresentam:

(...) em sentenças curtas, ambíguas e paradoxais, que parecem significar muito mais do que dizem.


Neste momento vesti a carapuça e percebi: O Twitter é assim. E deixando de fora a prolixidade que é técnicamente impossível na ferramenta a presença dos neologismos são igualmente difundidas.

Dou força à expressão "vestir a carapuça" pois percebi como acabo usando estes estilos e como me deixei contaminar. E continuei a recontaminar o ambiente.

Tudo isso nos dá noção de como uma mídia colaborativa se constrói somando, massificando e traçando uma média dentre os comportamentos, opiniões e estilos vindos literalmente de todas as direções. E lembrando a máxima da teoria da comunicação, média<->mídia.

Dá muito pano pra manga, não? Por isso recomendo que você também leia este livro.

11 de julho de 2010

4 de julho de 2010

País em transe

  1. Micael Silva
    micaelsilva Cansado demais para ficar acordado, desconfortável demais para dormir. Cadê a terceira opção?
  2. Alec Duarte
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2 de julho de 2010

Como fazer um teleprompter para operá-lo apenas com o Microsoft Office

Parte 1: O equipamento

O conceito básico do teleprompter se baseia no poder semi-reflexivo da superfície do vidro, semelhante a um insufilme de carro. A maior luminosidade do ambiente externo reflete na superfície, sem atravessá-lo, ao mesmo tempo que o outro lado visualiza as imagens normalmente sem captar nenhum reflexo.

O esquema tradicional de um teleprompter consiste no seguinte posicionamento de equipamentos:



Os primeiros modelos de TP (abreviação para teleprompter) traziam obviamente um monitor de TV de tubo comum no lugar do LCD da ilustração, com o texto sendo enviado por um gerador de caracteres muito parecido com os que eram utilizados nas transmissões propriamente ditas mas com uma alteração necessária para que o sistema funcionasse: A imagem espelhada invertida na horizontal.

Esta é uma forma de driblar um problema óptico por se trabalhar com espelhos: A imagem ao rebater no vidro ela se inverte, o que tornaria impossível a leitura do texto na tela. Mas ao inverter a imagem previamente, ela é corrigida ao rebater no vidro e aparece na forma correta para o apresentador.

Com a popularização da produção audiovisual e da informática começaram a ser oferecidos programas de computador para teleprompter, onde é possível fazer a rolagem do texto e sua inversão num passo só. O problema é o preço da licença destes programas. Por isso, com um pouco de física e com a ajuda dos monitores de LCD foi criado um modelo que dispensa qualquer processamento de imagem ou software especial:



A presença de um espelho a mais compensa a reflexão da imagem, que ao refletir no vidro já estará na posição correta.

Este sistema é mais vantajoso porque além de permitir a leitura de textos torna possível exibir qualquer outra imagem em orientação correta, servindo também como "retorno" do estúdio.

Parte 2: Criando um texto de TP no Word

A versão que melhor se encaixa para este trabalho é a do Word 2003. A versão 2007 com seu modo de tela cheia com página dupla dificulta bastante o uso programa como controlador de TP.

- Vá em Ferramentas > Opções e ative na aba Geral a opção Fundo azul, texto branco



- Entre em Arquivo > Configurar página e escola a orientação Paisagem para que o texto preencha por completo o monitor.





- Para que não apareçam bordas de página na tela, desative o modo layout de página em Exibir > Normal



- Texto escrito e ajustado no tamanho de letra correto, entre no modo de exibição de tela cheia através do menu Exibir > Tela Cheia



- Para movimentar o texto é simples: Clique com o botão de rolagem uma vez e leve o mouse para frente ou para trás. A velocidade de rolagem do texto acompanhará a velocidade do deslocamento do mouse.

Você pode usar outros programas no lugar do Word como o CuePrompter, citado no blog do Tiago Dória. O mesmo sistema pode ser adaptável a programas semelhantes rodando em Mac OS ou Linux.

Bom trabalho!

1 de julho de 2010

Twitter serve pra tudo

  1. Rosana  Hermann
    rosana #NoTwitterVcPode Dar bom dia a @cavalo , bom dia pra @poste , falar com seus @botoes ... (juntando tudo)
  2. Byte Que Eu Gosto!
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16 de junho de 2010

Cultura para a vida

  1. sobrecomum
    sobrecomum Ta faltando cultura pro povo. E não falo de arte: música, cinema e teatro. Digo história, geografia, piadas e ditados populares
  2. sobrecomum
    sobrecomum O que muita gente chama de conhecimentos gerais, eu chamo de cultura.
  3. sobrecomum
    sobrecomum Todo mundo quer ser visto como profissional e se capacitar tecnicamente para participar de um mercado consumidor.
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Pautas que você vê na mídia toda Copa do Mundo

Ontem eu e o @willianmax estávamos pensando em criar uma versão Copa do Mundo do popularíssimo post (principalmente dentro das redações, como o tracker não deixa mentir) de pautas clichê, mas o Duda Rangel chegou antes.

17 de maio de 2010

Hold on tight

"Nunca impeça alguém de sonhar. Não se preocupe com o fato dela estar com a cabeça nas nuvens. A realidade trata de trazê-la a terra quando for a hora"

Esta é mais uma de tantas frases que povoam minha cabeça e que vem à tona nos momentos que preciso. E eu preciso. Mas uma frase nunca é boa o bastante. Nunca é o suficiente para a realidade acontecer.

Em menos de uma semana minha vida se abalou de duas formas diferentes: A perda de uma pessoa e de uma referência. Assuntos completamente desconexos um do outro, mas que me fizeram órfão de segurança. Fiquei by my own.

Apesar de todos os sentimentos ruins é aquele empurrão que te joga pra fora do ninho pra te mostrar que você sabe voar, que chegou a hora de assumir mais uma responsabilidade, que você dá conta do recado mesmo achando que não esteja preparado para aquilo.

E eu creio que não estou mesmo preparado. E talvez seja essa a minha maior qualidade.

6 de abril de 2010

Eu conto histórias

Quem vê minha bio no Twitter pode não ter noção de como ela me traduz, mas dia após dia, entre as conversas e lições diárias reforço ainda mais esta certeza.

Eu amo conhecer o passado, mas ao contrário do que possa parece não sou apegado e nem quero me apegar a ele. Não vejo perspectivas para minha vida, pois não vejo caminho previamente traçado. Tudo que eu faço pode mudar de um dia pro outro como o vento vira as páginas de um livro. Não é uma decisão acertada, ou recomendável, muito menos inteligente, mas é assim que funciona. Não quero perder meu limitado tempo de vida pensando em mim. Eu sei que irei embora um dia e o tenho constatatado que o mais importante serão as histórias que deixarei registradas, tanto as que vivi como aquelas que presenciei. Deixarei documentos, fatos e histórias pois a memória é a única forma de imortalidade que existe.

Medo da morte eu tenho como todo mundo, e muito. Está dentro do meu pacote-combo de neuras que me acompanha e me atormenta desde sempre. Mas ele pertence a uma parte de mim da qual não estou falando agora. Pertence a minha parte de defeitos que como uma docotomia entre razão e emoção aceitei como parte da sina de viver.

Refleti muito nos últimos tempos no que faz uma pessoa insistir em se apegar ao passado e acabei chegando num ponto-chave: Reconhecimento. Algo que buscamos intensamente ao mesmo tempo nos escraviza. Pense nos grandes mestres das artes, da literatura que só foram reconhecidos muito tempo depois da sua morte. Pense naqueles que sofreram e tornaram sua existência mais triste e complicada na espera deste reconhecimento. Por isso me fiz questão de viver livre disto.

Digo sempre - e repito mais uma vez - que compreendi o caminho que escolhi e nas implicações que ele terá, de como ele é difícil e de toda rejeição social que ele carrega. Dizer não a necessidade de aplausos e do reconhecimento público se tornou a melhor forma de encarar o tal caminho.

Repito todos os dias para mim mesmo que não busco reconhecimento, apenas conhecimento. Novas histórias para viver e contar, para que quem venha depois de mim possa compartilhar das mesmas. O resto é vida que segue.

5 de abril de 2010

Aqui havia um post

Não há mais, mudei de idéia. E você, já mudou de idéia hoje?

31 de março de 2010

Dentro e fora do script

O Big Brother Brasil foi certeiro na hora de fazer seu elenco: Chamou uma pseudo-celebridade do Twitter e homossexuais. Creio que eles já sabiam como estes públicos se coincidem.

Nestas horas eu parei pra me perguntar: Porque será que o público homossexual é tão presente no Twitter?

Creio que se deva muito a democracia que o Twitter traz, principalmente na democracia da informação. Bons jornalistas souberam enxergar isto e saber tirar proveito desta fonte, porque sabem que a verdade não precisa de controle, ela flui naturalmente. O público gay percebeu isto e soube aproveitar a voz democrática que a ferramenta proporcionou.

Mas todos nós temos recaídas. Em vários momentos deixamos de pensar por nós mesmos e seguimos os instintos buscando receber alguma aprovação de terceiros, provar algo para alguém. Foi o que pude observar assistindo de longe a trajetória da edição 2010 do BBB, pessoas que buscavam reconhecimento da sociedade, como um troféu moral, a vitória de um "representante" (entre aspas, porque BBB não é política) dentro do tal reality show.

Na véspera da final do programa, numa incrível coincidência de datas, o cantor Ricky Martin assumiu sua homossexualidade através de uma nota em seu site, no qual o texto viria a calhar muito bem para a moral da história que iria se concluir na terça feira:

Que escrever essas linhas é a conquista da minha paz interior, parte vital da minha evolução. Hoje ACEITO MINHA HOMOSSEXUALIDADE como um presente que a vida me deu. Me sinto abençoado por ser quem sou!

(traduzido por Rosana Hermann)



Ricky falou muito sobre paz interior, algo fundamental para viver bem. Por ser interior não depende de aprovação externa.

Sem trocadilhos com um outro habitante da casa, se o Dourado ganhou, "dai a César o que é de César". Não é necessária uma coroação em rede nacional para conseguir o objetivo de criar uma sociedade em um ambiente mais plural. Pelo contrário, só piora.

O Big Brother é um jogo, um entretenimento sem nenhum objetivo educacional (ainda bem!) e acima de tudo um fenômeno sazonal do nosso país. Tudo ali rapidamente no esquecimento, tanto os maus aspectos quanto os bons aspectos. Nós precisamos de lições que realmente fiquem. Nisso o Twitter teve e tem um papel muito mais importante.

Para mim fica muito mais o aprendizado de ter conhecido novas idéias, novos pontos de vista e novas pessoas pelo Twitter, que me ensinaram e ganharam meu respeito ndependente da sua orientação sexual muito mais do que qualquer personagem de programa de TV. E claro, sem usar script.

20 de março de 2010

Americana sob ângulos curiosos [3]

"Americana" sim, alfabetizados em inglês não!



Latrina-tour?



Os gatos eram sagrados no Egito antigo, agora nunca ouvi falar nada sobre galinhas...



Solta o play aí, Macaco!

16 de março de 2010

Meanwhile, at the (justice) room...

Anotações e reflexões sobre mídia e comunicação no Versão Desconexa

14 de março de 2010

Atemporal

Uma noite, parado num semáforo eu liguei o rádio e na Kiss FM estava tocando uma música do Queen. Alguns segundos depois ouvindo a música meu pai comenta:

- Interessante, não? As pessoas não morrem mais...

- Como assim?

- As pessoas deixam marcas. Podemos ouvir a sua voz gravada, podemos ver sua imagem numa fotografia, a sua caligrafia... De certa forma o ser humano achou uma forma de ser eterno.

9 de março de 2010

Um lugar pode mudar uma vida inteira

Sempre que penso em mudanças na vida, de opções não-convencionais e novos caminhos eu me lembro deste depoimento do Dinho Ouro Preto no DVD sobre o Aborto Elétrico. Acompanhe até o fim:

8 de março de 2010

A um palmo de distância

Mesmo a mais de um mês de distância, ainda me pego relembrando e reinterpretando histórias da Campus Party, desde vez provocado pelo Dia Internacional da Mulher:

Na bancada onde costumávamos sentar ficava uma mulher um pouco mais velha do que a média da idade do evento, cabelos vermelhos e muito trabalho a fazer. Mas nunca soube ou me permiti sucumbir a curiosidade de descobrir. Era muita coisa ao mesmo tempo pra mim, me dizia.

Eis que aparece a Baunilha dentro de uma equipe da MTV para caçar personagens no evento e se descobre o lado totalmente panfletário da pessoa: Da sua luta pela conscientização dos direitos, do combate a violência contra a mulher, da defesa da Lei Maria da Penha.

Um rico personagem, uma rica história, estava ali a um palmo de distância da gente o tempo todo e que eu não me permiti em descobrir. Imediatamente me lembrei de um caso semelhante relatado no Jornalismo B.

No final só pude pensar: "Pai, afasta de mim esse cale-se"

7 de março de 2010

No reflexo

Não reclamo porque já estou acostumado. É muito comum aparecerem visitas em casa enquanto eu estou dormindo e me deparar com elas estando com a cara amassada do sono. Mas antes disso acontecer é sempre bom ficar ouvindo as conversas da sala e potencialmente escutar o que as pessoas falam de você quando acham que você não está ouvindo. A de hoje foi que a vizinha estava perguntando pra minha mãe se eu já estava dirigindo, porque viu alguém muito parecido comigo dirigindo um Ford Ka estes dias na cidade. Minha mãe respondeu que não, eu não dirijo. A vizinha complementou dizendo que torcia muito pra que eu tirasse carta logo, tivesse um carro porque quem não tem um carro hoje em dia é uma pessoa discriminada, não é levada a sério pelos outros.

Quero deixar claro que não tenho raiva desta vizinha, muito pelo contrário. Ela é uma pessoa muito sincera e que também tem muitos problemas com outras pessoas justamente por causa disso, pela não aceitação alheia das ideias que ela coloca pra fora. Eu a admiro e a compreendo, porque se eu não aceitar tudo que as pessoas falam, com que direito vou querer que os outros aceitem as verdades e vontades que eu disser? Seria muita hipocrisia.

Mas cada cabeça é uma sentença. Ela pode estar com toda razão no diagnóstico mas eu não concordo com o tratamento. É chover no molhado alguém vir me falar sobre discriminação e exclusão. Eu já me 'pós-graduei' neste assunto. Mas isso não significa que entreguei os pontos e resolvi jogar o jogo da maneira que a maioria quer.

A vida é composta de muitos caminhos e é natural do ser humano buscar o mais fácil, o mais conhecido. Não quero julgar ninguém pelas escolhas que faz só por elas as serem as mais fáceis, só não quero que façam as minhas a minha revelia. Estou mais do que consciente do preço que vou pagar por querer ir contra a corrente, e favor queiram entender isto, é um coisa boa! Posso estar enganado, mas tudo dentro de mim me diz que vai ser uma coisa boa.

Como bem disse o Thiago, não se deixe intimidar.

Músicas que me fazem quando estou apaixonado

Margarida Pinto - "Agulha do Tempo":



Vanessa Rangel - "Por Toda Vida Agora":

2 de março de 2010

Tem botão pra tudo



- Se rolou aquele silêncio abismal e bolas de feno pasaram pelo lugar, Instant Tumbleweed.

- Se a situação começou a ficar dramática, Drama Button.

- Se a situação não evolui bem e choca todo mundo, a expressão #morri cai muito bem. (Cai bem, sacou? Hein? Hein?)

- E quando tudo está perdido, só resta gritar um "NOOOOOOOOOOOOOOOO!"

28 de fevereiro de 2010

Coragem

Quem nunca pensou em desistir de tudo é acéfalo. Mas o fato de não ter feito isso é o que te faz vencedor.

Tudo na vida demanda de treino. Não nascemos sabendo sequer andar. Precisamos de um certo tempo engatinhando, se agarrando em paredes e de muitos tombos para entender como driblar com sabedoria a gravidade e se manter sobre duas pernas. Assim tenho aprendido a duras penas a me reinventar, me colocar de novo num mundo que por muito tempo achei que nunca me pertenceria. Era tudo questão de treino.

Meu primeiro desafio concreto foi com certeza a ida para São Paulo na Campus Party. A quantidade de vezes que eu hesitava em ir aumentava a cada dia que se aproximava. Não tive coragem de embarcar para São Paulo de manhã, mas consegui reunir forças à tarde e fui. Passei 2 horas temendo o que seria o desembarque. E realmente não foi muito longe do que eu imaginei em questão de movimentação, mas não houve nada que tranformasse minha vida num inferno.

E assim foi indo para aprender como funcionava o metrô, se perder na saída do Jabaquara, tomar chuva e achar um ponto de táxi. Não foram acertos de primeira, mas não foram erros épicos. Tudo demandou doses de coragem, ou do que pelo menos pra mim significa coragem, nas horas certas.

No final de tudo, saber que mais do que ter "sobrevivido" a tudo isso, ter aprendido tanto, conhecido pessoas que fizeram voltar ao eixo e que até (pasmem) eu ensinei algo, me fez entrar num turbilhão de idéias e emoções. Saber que da mesma forma tudo pode dar errado repetinamente pode dar certo na mesma velocidade. Tudo é repensável, recomeçavel e reciclável, basta a coragem em mãos. Como diz minha vó, "do chão não passa". Não tenha medo de voar se assim achar que seja o caminho.

Naquela madrugada de sábado para domingo arrumando as malas eu até tentei segurar, mas não consegui. Chorei muito, e continuei chorando até pouco antes de dormir. Precisei esperar que tod água rolasse pra perceber que não era um choro do qual a gente é acostumado a ter nas situações dolorosas. Me senti aliviado, zerado, com a sensação de missão cumprida. Dormi imaginando se seria isto que outras pessoas chamam de choro de felicidade.

Sei que ainda passarei por muitas outras provas até estabelecer novos hábitos e novas atitudes na minha vida. Ainda dou muitos passos atrás do que pra frente. Mas se é para manter as nossas idéias e ideais vivo que existem as grandes histórias e as grandes experiências, humildemente quero deixar marcado para mim mesmo que entrei no caminho certo.

23 de fevereiro de 2010

#Twicionário

Porque muitas coisas podem ser melhores descritas em 140 caracteres do que em longos discursos. Tem uma colaboração? Use a tag #twicionario que eu posto aqui :)

FRUSTRAÇÃO: Algo que você não pode ter por mais de algumas horas.

ESPONTANEIDADE: Habilidade só desenvolvida quando você sabe as regras do jogo que está jogando.

VONTADE: Sentimento que na maioria das vezes leva você a fazer o que não deveria.

NOÇÃO: Artigo raro, poucas pessoas tem.

INGRATIDÃO: Investimento em pessoa errada.

22 de fevereiro de 2010

Clave de sol poente

Fim do horário de verão, saí do trabalho começando a escurecer. O contraste da cidade ainda clara com as luzes já se acendendo me inspirou a cantar uma das músicas que mais me remetem a uma atmosfera como esta:



Nessas horas percebo que não preciso de iPod nem gadget nenhum pra me divertir enquanto ando pela rua. Os cenários vão mudando e a trilha sonora acompanha. Passo perto daqule banco de madeira, perdido perto da margem do córrego e me lembro das tantas histórias que ali começaram e acabaram. Me lembro de "Tudo Novo de Novo":



Por conta do caixa rápido nada rápido, o tempo que perdi no supermercado (ouvindo músicas random no sistema de auto-falantes) foi muito bem recompensado pela paisagem que vi ao sair: O entrdecer já se igualava ao nível das luzes dos carros, misturado a promessa de chuva que vinha e ao sol ainda brilhando forte nos bairros mais altos como o Colina. Fiquei algum tempo perplexo, viajando dentro de mim mesmo com tudo isso.

Não tirei nenhuma foto da tal paisagem, e nem pensei que fosse necessário. Buscamos tanto ter aquele momento eternizado sob nosso poder que muitas vezes perdemos a chance de vivê-lo. Mas se você ficou curioso em ver este evento, não se preocupe: Amanhã tem reprise :)

PS: Não pude pensar neste post sem me lembrar de uma música que tem tudo a ver com este momento de beleza, de contemplação e de reflexão. Você pode não ser católico, assim como eu também não sou, mas mesmo assim pode viajar nesta canção do Padre Zezinho sobre o pôr do sol:

18 de fevereiro de 2010

Yin e Yang

Quarta-feira de cinzas, 15 horas. O meu ônibus parou no terminal para receber mais passageiros. Do outro lado da rua, uma cena me chamou a atenção:

Um rapaz cego e outro manco começam a atravessar a rua, um se apoiando no outro. Ao cego, o manco era o guia. Ao manco, o cego era o seu suporte. E assim conseguiram concluir com sucesso sua empreitada em comum, chegar ao outro lado.

A partir desta cena parei para refletir como deveríamos valorizar mais o coletivo, o trabalho em grupo. Ninguém é perfeito, todos temos nossas deficiências, algumas mais visíveis outras não. Mas quando trabalhamos juntos, por um objetivo em comum, estas falhas se tornam irrelevantes. Conseguimos suprir as deficiências mútuas através dos nossos melhores talentos. Talentos que são melhores do que dons, pois unem a nossa aptidão com o nosso esforço e determinação. Assim conseguimos vencer facilmente qualquer batalha diária.

!

15 de fevereiro de 2010

Turning point?

Recebi uma pergunta via Twitter hoje. Uma pergunta simples, mas que me desmontou emocionalmente. Como costumo dizer, perguntar não ofende, mas a consciência das respostas é que causa o dano. E assim fiquei durante longos minutos, atrapalhando a minha já deficitária concentração no horário de trabalho.

Às vezes nós temos planos pra nossa vida, outras vezes deixamos nos levar. Nos iludimos achando que somos livres. Mas você precisa pisar fora daquilo que a sociedade espera de você para perceber o poder que ela exerce ainda sobre todos nós.

Dando nome aos bois: A cada dia que passa as cobranças por eu não estar fazendo uma faculdade são maiores. Se atuenuam pelo fato de eu estar trabalhando, mas por outro lado pegam pesado nos argumentos de "você é tão inteligente, por que não está fazendo uma faculdade?". Não sei onde as pessoas miram, mas isto me acerta e me dói. A patologia não é tão simples assim.

Me doeu hoje cair na realidade que virá mais um ano onde não vou ter uma solução pra este problema. Passei em segundo lugar na UNIMEP, mas tudo foi uma brincadeira perigosa que fiz comigo mesmo, eu sabia que não teria condições de pagar o curso. Brinquei com meus sentimentos e me machuquei, como se não soubesse que isto fosse acontecer.

Por um lado aparece a minha culpa nisso tudo: Não, este "sonho" não é impossível, eu sei. Nunca antes na história o ensino superior esteve tão acessível. Eu estou me auto-sabotando. Eu tenho medo. Nunca esqueci a psicóloga que cravou na minha mente numa palestra vocacional no ensino médio: "Vão haver pessoas que vão ficar pelo meio do caminho, sempre tem". Contrariando todas as esperanças da minha família, pelo CDF que tiveram, eu fiquei.

Nestes momentos de introspecção e de dor me remetem a entrevista que a Ana Paula Padrão deu para o Vitrine em 2005 falando sobre a estréia do SBT Brasil. Ficou marcado para mim o momento em que a conversa foi para o plano pessoal e a Ana Paula resolveu falar sobre a impossibilidade de ter filhos e de ter abandonado o tratamento para fertilidade. "Esta é uma dor que carrego, a gente tem que aprender a conviver com suas próprias dores".

Quero deixar claro que não quero subverter nenhum ensinamento que eu anteriormente tenha dado. Isto significa que não quero ser culposo e cruel demais comigo. Nestas horas, tudo que eu ainda tento ser é imparcial e impessoal:



Mas é nesta parte que entramos no outro lado deste conflito, no julgamento maciço que todos nós seres humanos passamos. Outros mais outros menos, depende do nível de transgressão que você causa. Nós somos livres para sermos o que quisermos desde que dentro de certos parâmetros, e para eles eu não terei o direito de ser alguém na vida se não passar pelos bancos universitários. Revolucionamos a forma de nos comunicarmos, mas ainda não revolucionamos o modo de pensarmos. E quando achamos que a sociedade se modernizaria e se aperfeiçoaria criaram o Big Brother. Um jogo onde se dá a 170 milhões de brasileiros a chance de analisar e julgar a personalidade diversas pessoas e sentenciá-las uma vez por semana. A nossa ode à intolerância. Afinal, quando iremos evoluir?

Bem, dei a vocês as duas faces da questão. Tenho certeza que ambas tem culpa no meu problema, só não posso dizer em que proporção em que se alternam. E esta questão fica em aberto, tal como ela fica dentro de mim. Mas posso garantir que neste meio tempo não deixarei de tocar a minha vida com tudo que ela me traz de bom. Porque nós podemos conviver com nossas dores e só eu posso me permitir ser feliz.

8 de fevereiro de 2010

Porque eu fiz o que fiz

Contar sua própria história é a melhor forma de entendê-la melhor, pois a nossa cabeça é hipertextual, mas o texto não. Um texto deve ser linear como a vida analógica também é. Tenho atravessado uma fase de diversas revoluções, opções e dúvidas e não existe nada melhor do que entender sua própria história para se entender melhor. Esta é, portanto, uma breve explicação de como vim parar no mundo da comunicação.

A primeira forte lembrança que eu e minha família temos é da época da pré-escola. As professoras não entendiam porque enquanto as outras crianças desenhavam casas ou carros eu insistia sempre em desenhar o rack da sala com a TV, o videocassete, o aparelho de som, as caixas...

Mas aí veio a escola, os problemas de relacionamento e o computador. E tudo para a minha família já parecia traçado: Vai fazer exatas, ciência da computação, um cientista.

Mas eu tinha em casa uma mãe que é professora e muitos livros. Li muito, acompanhei ela em várias aulas, vendo como era a luta diária dela na missão de transmitir conhecimento, passar a mensagem. E essa ciência ia me intrigando.

Da biblioteca da minha mãe vieram lições fundamentais. Como o livro "Alicerce para um mundo novo", escrito nos anos 70 pelo Pe. Zezinho. Um dos seus capítulos trata das questões referentes aos meios de comunicação:

Se um dia puder ligar-se aos meios de comunicação, guarde este conselho: "Você será responsável diante de si mesmo, diante de Deus, diante do país e do futuro, de cada palavra vazia ou negativa que emitir. Diante de uma câmera, ou de um teclado, ou ainda frente a um público você será um educador, ou não terá direito de falar a tanta gente." Reflita seriamente em tudo isso.


Meios de comunicação, um sonho muito distante mas que continuavam me fascinando. Mas das brincadeiras de imitar programas de TV iam ficando cada vez mais sérias por causa do pastor da igreja que eu frequentava. Ele era videomaker inveterado. Sem recursos, porém persistente, assim como eu. Logo estávamos juntado forças fazendo curtas-metragem de edição precária e passando horas analisando e comentando tudo sobre televisão.

Conforme o negócio foi se profissionalizando e crescendo comecei a ganhar meu próprio dinheiro e aprender mais lições sobre o ofício. Dentre tantas conversas deste período, outra frase ficou pra sempre na minha memória:

A realidade é que as pessoas são influenciáveis mesmo, infelizmente. O que devemos saber é como influencia-las positivamente e o fazer.


Influência e responsabilidade, duas palavras que me perseguiram essa trajetória inteira, da qual eu mal sabia onde ia dar. Vim parar num mundo mundo diferente do qual imaginei ou esperei, mas estou muito longe de estar decepcionado. Tive oportunidades que nem nos meus sonhos mais otimistas eu poderia ter. Mas nunca esqueci e quero nunca esquecer destas duas palavras que me nortearam até aqui, por mais incompleto que ainda esteja o caminho.

Por tudo isso sempre que se debate qual seria a diferença entre um blogueiro e um jornalista me sinto seguro em dizer que o papel de jornalista surge quando a responsabilidade com o que você vai dizer é maior do que seus próprios interesses pessoais ou comerciais. Saber da capacidade que as pessoas tem de acreditar no que você disser e isto for de alguma forma construtivo na vida delas, e poder dormir tranquilo sabendo que a verdade foi colocada em primeiro lugar.

E foi assim que eu cheguei até aqui.


Para continuar navegando sobre o assunto:

- 5 coisas que aprendi sobre TV
Texto meu como convidado no blog Memórias Fracas sobre a lições de convivência e trabalho em equipe que tive dentro dos meus 2 anos de televisão.

- Por que jornalismo? #1
Um relato pessoal sobre como uma decisão é feita de muitos fatores.

6 de fevereiro de 2010

Rádio com legendas



Argumentei, meio de brincadeira, meio por impulso, com o Thiago que o Twitter é como o rádio, por conta da sua audiência rotativa. Só que nos minutos seguintes a ideia foi se aprofundando e fazendo mais sentido. O Twitter é sim uma espécie de rádio moderno, pelo seu formato em si.

Sua capacidade de ser broadcast e "narrow cast" dentro do mesmo espaço nasceu com o seu formato. O Twitter é o blog que contém os posts e os comentários dentro da mesmo nível hierárquico

Mudanças posteriores no serviço acabaram por lapidar a ferramenta: A mudança que tornou visível replies na timeline apenas para pessoas que você também segue formou um novo nível de comunicação: Se antes todos seus seguidores liam as conversas agora elas só dizem respeito as pessioas que tem contatos e por consequência interesses em comum. Formam-se pequenos círculos onde pessoas conversam e relacionam intimidades tal como ela acontecia (unilateralmente, por limitação técnica) como a conversa ao pé do rádio.

Outra caraterística radiofônica do Twitter é que as pessoas leem a timeline em diferentes horários e raramente usam ou conseguem usar algum artifício para capturar o conteúdo que foi postado durante sua ausência. Por conta disso vários twitteiros atualmente postam o mesmo conteúdo em horários diferentes para tentar alcançar todos estes públicos. É a forma para se lidar com a audiência rotativa.

Talvez seja este o segredo de sucesso do Twitter. Se o formato do rádio continua tão atual e tão vivo dentro do século XXI, alguma outra ferramenta precisava usar o seu know how e seu método de trabalho. Assim continuamos fluindo neste século de comunicação, entre recados no ar e tweets frenéticos.

[A imagem que ilustra este post é um projeto bem interessante criado em Portugal de um rádio Wi-Fi criado a partir de um roteador comum. E é open-source. Vale a pena explorar.]

4 de fevereiro de 2010

Crossing media

Encerrando o assunto Campus Party aqui no blog, dei uma entrevista pro Jonatas no blog dele, o Mixpoint dando ma geral sobre o assunto. Aos interessados fica a dica.

31 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 6

Verdades sejam ditas

O último dias de painéis na Campus Party e na área de blogs trouxe uma boa surpresa. O painel "Blogs dentro da globalização" trouxe um tapa na cara que a egosfera estava precisando: Vocês não trabalham juntos, fazem parte da cultura egocêntrica brasileira e que a monetização ganhou ares de paranóia no meio.

Fazer o balanço dessa Campus Party é um pouco esse puxão de orelha: Valorizar mais o que aconteceu fora da programação. As nossas trocas de experiências, as amizades criadas, as fortalecidas, os horizontes abertos.

Se temos muito por melhorar em 2011, eis a nossa maior conquista: A vontade de fazer melhor ano que vem.

29 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dias 4 e 5

Quebrando o mito das celebridades e criando realidade

O quinto dia da Campus trouxe em pauta um assunto auto-referente e muito pertinente: A relação da internet e a criação de celebridades. Muitas delas estão no evento, muitas foram desconstruidas aqui mesmo. Muito mais vezes do que nós desconfiamos.

A Campus Party materializa um mundo maravilhoso, de pessoas que fazem parte da nossa vida mesmo estando a milhares de quilômetros da gente. Algumas passivamente e muitas outras de forma extremamente ativa. O que fazemos aqui é só efetivar tudo aquilo que nós faz humanos.

Dentro desse Big Brother de 8 câmeras e 1.500 moradores aprendemos muito sobre como nos conhecemos e como nos relacionamos. Esse Woodstock nerd tem muito valor por existir.

28 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 3



[No exato momento que comecei a escrever este post, aconteceu a revolução das cadeiras versão 2010]

Ao contrário do que possa parecer, a Campus Party exige uma grande dose de comunicação pessoal. E é interessante como isso funciona tranquilamente por estas bandas. Twittar vira necessidade de localização, que vai permitir que a conversa desenvolva pessoalmente. E conversa-se muito mesmo. Tanto que já começo a sentir receio pelo dia em que a festa vai acabar e todos nós voltaremos para os nossos respectivos e longínquos cantos do Brasil.

Vamos às decepções?

O painel "Apuração para blogs" foi totalmente para dummies. As respectivas práticas são muito úteis sim, mas manjadas demais para qualquer um que tenha uma certa experiência ou no mínimo percepção do meio jornalístico.

"Jornalismo na rede" insistiu na velha polêmica do diploma, e sem nenhum argumento claro digno de tirar o assunto da cova. Mas teve excelentes trabalhos de jornalismo online sendo citados como o PE Body Count e o Garapa.

Mas a conclusão que chego do conjunto é que talvez estejamos pensando demais no futuro e menos no presente. Sinto um espaço vazio nas maioria das palestras que acontecem por aqui. Já sabemos quais só nossas questões e desafios, precisamos agora pensar no presente e em ideias para começar a transformá-lo.

Uma Campus Party mais aprofundada e mais engajada em 2011? I wan't to belive!

27 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 2

Yo soy un bom capusero!



Se o Campus Party tivesse uma língua, com certeza seria uma mistura muito louca de português com espanhol somado com neologismos do naipe de "estrimar" (ato de criar um streaming). Se comunicação é uma arte, não dá pra dizer que os campuseros não se arriscam em quebrar o comum.

Hoje começaram as palestras nas áreas de conhecimento e os pontos de discordância não faltaram por aqui: Enquanto em outras temporadas desta série chamada Campus Party cadeiras sentiram o sabor do vento sem uma razão como guia, hoje uma quase voa por motivos muito bem definidos. Não pratico o mesmo esporte, mas deixo a minha opinião de que o público desta festa não é tão especializado assim como o amigo Thiago afirma.

Aliás, tem todo topo de público mesmo aqui dentro, com os mais diferentes pontos de vista. Como este:



Por mais que o caldeirão se agite, a gente quer ver mesmo o circo pegando fogo. Pelo menos no que se trata de idéias. Com as pequenas polêmicas de hoje partimos para o dia 3 desta jornada esperando sermos surpreendidos.

26 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 1

Números im-precisos

Pessoas. Gente. Muita. Mas mesmo assim o mundo parece cada vez menor. Só agora na hora de escrever é que me dei conta de que estas 6 mil pessoas que ocuparam o pavilhão Imigrantes não parecem ser a multidão de gente que costumeiramente me deixa em pânico.
Gente estranha nessa festa é o que não falta (e não vou citar Legião Urbana agora), mas a gente se sente realmente em casa.

Usar a mega-conexão é legal, mas a idéia de sermos termos milhares de pessoas de todos os cantos do mundo, muitas delas até então só conhecidas virtualmente, como vizinhos por uma semana, trocando idéias, piadas e bobagens é o que mais vale pra mim.

E a "família" vai crescendo. Ainda tem mais gente por chegar e muitas histórias pra contar.

Momento "Revolução de Sofá" do dia

O telão usado para exibir imagens do Daniel Pádua sendo "hackeado" para mostrar "Abaixo a Telefônica"

25 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 0

(Um pequeno diário pessoal sobre o evento)

Americana - São Paulo

Vindo pela rodovia dos Bandeirantes, a entrada em São Paulo é magistral. Qualquer caipira como eu se impressiona com a vista da marginal. E com a chuva, o grande problema da capital. Chegamos junto com ela e torcemos pra que a mesma não atrapalhasse muito o nosso caminho. E ainda bem que não atrapalhou.

Do terminal do Tietê direto para a estação Pinheiros-Tietê em direção ao Jabaquara a viagem foi tranquila, Dificil mesmo foi achar onde tinha um ponto de táxi.


Muita coisa pra fazer

Os voluntários ajudam na preparação e na condução do evento. Segundo o crachá somos "dinamizadores", e de fato isso acontece no trabalho. Mesmo com muitas barracas e kits pra montar a boa vontade prevalecia (ainda mais aos gritos do Daniel que nos remetiam facilmente a uma feira livre hahaha)

Nota para a organização geral até agora? 6, pela confusão em vários pontos. Mas nota 10 para o Marcelo Branco, que deu a cara a tapa nos piores momentos e ao Pedro, nosso coordenador, que também se mostrou muito prestativo e aberto ao diálogo.

Amanhã o dia começa bem cedo para os últimos treinamentos e pra abertura dos portões. Hey, ho, let's go!