8 de maio de 2013

"Você é muito pouco neurótico!"

O meu blog não tem esse nome à toa. Eu sou uma pessoa neurótica.
E não é uma forma de "orgulho", daquelas pessoas que acham bacana dizer que é depressivo ou bipolar. Ser neurótico te engessa pela vida e o responsável por isso é você mesmo. O inimigo é você mesmo, por isso essa necessidade de auto-crítica constante.


[infográfico sobre a vida de um neurótico]



Fui percebendo com o tempo que o principal motivo de stress pra mim é ficar interferindo em tudo para que tudo aconteça do jeito "certo", do jeito que eu quero. Você vai acumulando "obrigações" que não são suas, não delega e quando o corpo físico já não agüenta tentar mais ser onipresente, ele pifa. Pifa porque a neurose, o stress, como tudo numa pessoa é um poço sem fundo. Enquanto você estiver disposto a explorar seus medos mais eles vão aflorar.

"Coisa da sua cabeça"? Sim. Mas não quer dizer que seja fácil de resolver. É um longo caminho.

(Título do post em referência a uma frase que usei debochadamente contra o @OneLag numa mesa de bar)

14 de abril de 2013

Todo ouvidos

Eu tenho pensado muito que o espirito de um jornalista não é dizer ao aparentemente errado o jeito certo. É dar a chance do errado consegui provar que ele está certo.

31 de dezembro de 2012

ENEM 2012 - Como cada veículo gostaria de cobrir







































































14 de novembro de 2012

Atualidades e antiguidades

Eu não saberia dizer se gosto mais de jornalismo ou de história. Pra mim são duas coisas que se complementam, faces da mesma moedas, irmãos.


A história é uma das fontes para buscar entender o que acontece hoje. E quem vai dar as pistas daqui há muito tempo sobre o que aconteceu naquele dia é o jornalismo.


Comparo o processo jornalístico como se fosse suco de uva. A história é a prova real dele, é quem vai dizer tempos depois se o resultado se tornou vinho ou vinagre.

16 de outubro de 2012

O2

O bairro que estou morando atualmente é um bairro de muros. Não de casas, de muros. — Fernado Pessoa se perguntaria: Onde está Lisboa com suas casas de várias cores? Onde estão as casas em si? — Porque eu não sei como são as casas, estão escondidas atrás dos muros. Isso ao mesmo tempo me irrita e me deixa aflito. Um sentimento de prisão, de claustrofobia, que com o tempo evolui para stress. Eu precisava rever como é o mundo de verdade. Recarregar o celular num domingo à tarde foi a desculpa que coube para atravessar a cidade a pé.


Não sei se foi o cansaço físico disso ou o alívio mental que causou mas dormi nesse dia melhor do que em muitos meses. Mas a causa da angústia continua, logo a estratégia será repetir isso com mais frequência. Talvez numa frequência assustadora. Parece que não só o cérebro em si se oxigena (apesar de muita poluição no ar) mas as idéias também. Talvez ajudado pelo fato de não ter um celular funcionando me fez falar um pouco comigo mesmo. Falar com aquela inspiração totalmente anti-social, que desaparece quando falo com alguém, quando leio um jornal, quando abro o Twitter.


Talvez a falta dela tenha me levado a saúde mental.

1 de outubro de 2012

Um mito. Em poucas palavras.

O jeito alegre da Hebe é tipo uma loucura. A melhor loucura pra se ter, diga-se de passagem.

É muito bom ter uma loucura que não faz mal nem aos outros nem a si mesmo.

29 de agosto de 2012

Paraolimpíadas ou paralimpíadas?

Giant Paralympic Agitos on Tower Bridge


Hoje, quarta-feira, começam as Paraolimpíadas 2012. Ou seriam "paralimpíadas"? Muito provalvelmente você também foi pego de surpresa com essa confusão do nome que não foi explicada por nenhum veículo de mídia (Não que eu esteja sabendo, pelo menos). Então vamos lá:


A grafia mais adotada em inglês é "paralympic", apesar de também acontecerem ocorrências do termo "paraolympic". A confusão entre os termos se deve muito ao fato de entre 1960 e 1988 o evento não adotar o nome pelo qual é conhecido hoje. "Paralympic" foi um termo cunhado pela imprensa, muito provavelmente da junção das palavras "paraplegic" e "Olympics".


Apesar de oficializado em 1988 em Seul, o nome "Paralympic" não se refere a "paraplegic" e sim ao prefixo grego 'para' que significa paralelo. A inclusão de diversos outros grupos de deficiências dentro dos jogos tornou essa referência inapropriada.


E o 'paralympics' e 'paraolympics', como fica?


Outras questões pesaram na escolha do "paralypics" e seus derivados em outras línguas como grafia oficial adotada pelo Comitê Internacional. A primeira é a questão do hiato, o encontro da a vogal A com a vogal O, que dificulta a pronúncia do nome em algumas línguas. A segunda é comercial. Com a prefixação acontecendo da palavra "Olympics" o Comitê Internacional Paralímpico poderia ter problemas pelo fato da palavra ser registrada como uma marca do Comitê Olímpico Internacional.


Por conta disso há a preferência pela grafia "paralympics" e consequente recomendação para que os demais comitês nacionais adotem uma versão semelhante.


Na língua portuguesa


Apesar de estudos apontaram para "paraolímpico" como sendo a versão mais correta, tanto o comitê brasileiro quanto o português adotaram "paralímpico" no nome, seguindo a recomendação do Comitê Internacional. E como visto a imprensa também adotou. Só não contou essa pequena-longa história que você aprendeu hoje. :)


Para saber mais, veja o documento do IPC sobre o assunto.