Eu me encho de utilidades
E chega uma hora que nada mais é útil
Tantas tarefas cumpridas
A sós

Vida social é uma droga. Vicia.
Só acredito no semáforo
Só acredito no avião
Eu acredito no relógio
Só porque é terça feira
Quase uma decada depois lembrei que esse blog existe. Lembrar no sentido de publicar porque de uma certa forma nunca esqueci ele de fato. A primeira vista achei que teria vergonha do que escrevi mas surpreendentemente ainda penso 90% do que escrevi aqui. O resto talvez seja ir aparando arestas.
O meu blog não tem esse nome à toa. Eu sou uma pessoa neurótica.
E não é uma forma de "orgulho", daquelas pessoas que acham bacana dizer que é depressivo ou bipolar. Ser neurótico te engessa pela vida e o responsável por isso é você mesmo. O inimigo é você mesmo, por isso essa necessidade de auto-crítica constante.
![[infográfico sobre a vida de um neurótico]](http://i.imgur.com/c7Tu6QR.jpg)
[infográfico sobre a vida de um neurótico]
Eu tenho pensado muito que o espirito de um jornalista não é dizer ao aparentemente errado o jeito certo. É dar a chance do errado consegui provar que ele está certo.
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— this.setName(Cicero) (@greevin) novembro 2, 2012@micaelsilvaAprenda a realiza um ENEM 100% saudável. Hoje, no Bem Estar.
— Frank Toogood (@fwtoogood) novembro 2, 2012Encontro com Fátima: Até que ponto o ENEM atrapalha a relação com a família?
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Mas só daqui duas semanas RT @edusarsur: FANTÁSTICO: Em entrevista ao Fantástico, um estudante conta o que viu da vida depois do ENEM.
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012@micaelsilva "De hora em hora o SBT informa o resultado parcial do ENEM. Questão 1: A. Questão 02: D"
— Frank Toogood (@fwtoogood) novembro 2, 2012Gospel News: centenas de estudantes são possuídos pelo espírito do Enem
— Anny (@LobaMuitoCruel) novembro 2, 2012Seu perfil foi visualizado por 5 milhões de inscritos do ENEM na última hora.
— Eduardo Sarsur (@edusarsur) novembro 2, 2012Garota Sem Fio: use a mobilidade a seu favor no ENEM!
— Lucas Braga (@lucasbraga) novembro 2, 2012
Eu não saberia dizer se gosto mais de jornalismo ou de história. Pra mim são duas coisas que se complementam, faces da mesma moedas, irmãos.
A história é uma das fontes para buscar entender o que acontece hoje. E quem vai dar as pistas daqui há muito tempo sobre o que aconteceu naquele dia é o jornalismo.
Comparo o processo jornalístico como se fosse suco de uva. A história é a prova real dele, é quem vai dizer tempos depois se o resultado se tornou vinho ou vinagre.
O bairro que estou morando atualmente é um bairro de muros. Não de casas, de muros. — Fernado Pessoa se perguntaria: Onde está Lisboa com suas casas de várias cores? Onde estão as casas em si? — Porque eu não sei como são as casas, estão escondidas atrás dos muros. Isso ao mesmo tempo me irrita e me deixa aflito. Um sentimento de prisão, de claustrofobia, que com o tempo evolui para stress. Eu precisava rever como é o mundo de verdade. Recarregar o celular num domingo à tarde foi a desculpa que coube para atravessar a cidade a pé.
Não sei se foi o cansaço físico disso ou o alívio mental que causou mas dormi nesse dia melhor do que em muitos meses. Mas a causa da angústia continua, logo a estratégia será repetir isso com mais frequência. Talvez numa frequência assustadora. Parece que não só o cérebro em si se oxigena (apesar de muita poluição no ar) mas as idéias também. Talvez ajudado pelo fato de não ter um celular funcionando me fez falar um pouco comigo mesmo. Falar com aquela inspiração totalmente anti-social, que desaparece quando falo com alguém, quando leio um jornal, quando abro o Twitter.
Talvez a falta dela tenha me levado a saúde mental.
O jeito alegre da Hebe é tipo uma loucura. A melhor loucura pra se ter, diga-se de passagem.
É muito bom ter uma loucura que não faz mal nem aos outros nem a si mesmo.
Hoje, quarta-feira, começam as Paraolimpíadas 2012. Ou seriam "paralimpíadas"? Muito provalvelmente você também foi pego de surpresa com essa confusão do nome que não foi explicada por nenhum veículo de mídia (Não que eu esteja sabendo, pelo menos). Então vamos lá:
A grafia mais adotada em inglês é "paralympic", apesar de também acontecerem ocorrências do termo "paraolympic". A confusão entre os termos se deve muito ao fato de entre 1960 e 1988 o evento não adotar o nome pelo qual é conhecido hoje. "Paralympic" foi um termo cunhado pela imprensa, muito provavelmente da junção das palavras "paraplegic" e "Olympics".
Apesar de oficializado em 1988 em Seul, o nome "Paralympic" não se refere a "paraplegic" e sim ao prefixo grego 'para' que significa paralelo. A inclusão de diversos outros grupos de deficiências dentro dos jogos tornou essa referência inapropriada.
E o 'paralympics' e 'paraolympics', como fica?
Outras questões pesaram na escolha do "paralypics" e seus derivados em outras línguas como grafia oficial adotada pelo Comitê Internacional. A primeira é a questão do hiato, o encontro da a vogal A com a vogal O, que dificulta a pronúncia do nome em algumas línguas. A segunda é comercial. Com a prefixação acontecendo da palavra "Olympics" o Comitê Internacional Paralímpico poderia ter problemas pelo fato da palavra ser registrada como uma marca do Comitê Olímpico Internacional.
Por conta disso há a preferência pela grafia "paralympics" e consequente recomendação para que os demais comitês nacionais adotem uma versão semelhante.
Na língua portuguesa
Apesar de estudos apontaram para "paraolímpico" como sendo a versão mais correta, tanto o comitê brasileiro quanto o português adotaram "paralímpico" no nome, seguindo a recomendação do Comitê Internacional. E como visto a imprensa também adotou. Só não contou essa pequena-longa história que você aprendeu hoje. :)
Para saber mais, veja o documento do IPC sobre o assunto.
Um dos assuntos dominantes nessa semana foi a página do Facebook da Gina indelicada e todas as consequências e complicações deste assunto. Gostaria de adicionar apenas alguns comentários.
O primeiro é observando as críticas de que não é um humor original, que repete um estilo que se encontra em qualquer lugar "vendido" sobre uma nova forma. O fato é que tudo no humor segue essa mesma lógica, esse mesmo esqueleto. Humor é sempre humor, só ganha novas embalagens (e não me refiro a Gina garota-da-caixa). Se cabe alguma genialidade ao autor nessa confusão certamente foi a de colocar tudo isso sob uma "marca" interessante. Por mais que isso seja cruel para todos que produzem conteúdo a forma é sim muito importante. É como o produto se entrega. A logística é bem mais importante do que as pessoas tem julgado.
O segundo é notar como esse humor baseado no mau humor vem se tornando um padrão. Ninguém escapa do mau humor. Faz parte da vida. Mas transformar isso em mercadoria principal é o tipo de "alimento intelectual" diário que eu não creio ser benéfico pra alguém.
Já que falei tanto de humor, e ao mesmo tempo não quero julgar se é certo ou não, apenas expus minha opinião, vai um vídeo que vai de cada um achar se é correto ou não: Adam Hills, comediante australiano, falando sobre paraolimpíadas. Informação adicional: ele nasceu sem parte de uma perna.
UPDATE: O Eden Wiedemann falou sobre o assunto.
Tenho pra mim que todo humorista tem um grande vazio e uma grande dor dentro de si. Isso ficou bem mais claro pra mim numa cena que já devo ter contado aqui no blog, acontecida nos tempos que fazia fisioterapia. Esperando pela consulta, vi a fisio levando a paciente até a porta e ambas rindo de alguma coisa que não entendi. Ao me chamar e entrar na sala para começar a sessão ela falou um pouco sobre aquela pessoa. "Ela é muito engraçada, fala cada coisa... E ela está fazendo tratamento para depressão, muito curioso isso. Na verdade, é uma coisa bem comum pessoas com depressão serem alegres assim."
Claro que uma pessoa com depressão profunda não sai por aí contando a última bobagem que leu no Twitter, mas quem tem a depressão quase como um traço de sua personalidade (e eu me vejo assim) sabe muito bem usar uma máscara risonha. Talvez seja o lado do moeda que complete o Ying-Yang do mosaico que é um ser humano.
A tristeza e a dor tem o poder de nos des-anestesiar. Enxergar além das várias pequenas ilusões que vivemos todos os minutos e assim conseguir aquilo que a @rosana definiu um dia como humor, aquele choque que um neurônio causa no outro que dispara uma risada, um pensamento com caminho torto que destrói um conceito pronto.
E talvez seja enxergando o humor como uma forma de quebrar antigas estruturas que ele exista na mente e na forma de viver dos tristes e deprimidos. Uma vingança acontecendo dia após dia, sem que ninguém perceba.
Duas coisas são capazes de me manter longe da loucura: Remédios e trabalho. Uma das formas mais rápidas e eficiente de não ficar com pensamentos obsessivos e negativos é não ter tempo para pensá-los. E ainda tem a diferença que com remédios você gasta dinheiro e com trabalho você ganha.
Só que o problema volta nas férias. Ou nas mini-férias. Ou férias parceladas. Se deixar não saio da cama o dia todo e me sinto o Julian Assange em prisão domiciliar, só que por conta própria.
Agora eu só quero pensar na volta da rotina. E ficar morrendo de sono o dia inteiro do que não ter mais sono pra dormir.
Festas de fim de ano são oportunidades de reflexão em duas parcelas. Você pode fazer a sua no Natal ou no Ano Novo. Ou começar em uma e terminar em outra. Vale o clima que se seguir durante o intervalo de 7 dias.
Por ora quero falar sobre a "vida virtual". Não sei se você a leva a sério ou não leva a ponto de achar que ninguém deveria (criando aí uma estranha incoerência) mas vou usar esse termo apenas como delimitação do assunto abordado.
Aprendi muito. Não tanto sobre o que seja certo ou errado mas sim como se comportar diante deles.
Encontrar a extraordinária capacidade do ser humano de pensar diferente, e de se permitir pensar diferente também. Viver cada dia esperando poder rever algum conceito. Construir novas ideias que sejam novas de verdade.
E a gente só aprende vivendo, e vivendo, e vivendo, e vivendo...
Mania de perseguição egoísta: Achar que aquela indireta é sua, somente sua e não serve para mais ninguém.
— Micael Silva (@micaelsilva) dezembro 16, 2011
A vida não tem sentido, mas é preciso que você acredite que tenha para não ficar tediosamente parado a vida toda enquanto espera a morte.
— Micael Silva (@micaelsilva) December 10, 2011
De repente parei para olhar como a imagem de cabeçalho do blog está desatualizada de várias formas.
Começando pelo teclado. Fazia parte de um PC que hoje está mais pra lá do que pra cá. A caneca da foto, já lascada hoje já não tem mais nem asa. Até o conteúdo não pode ser mais o mesmo, parei de tomar café.
Coisas que mostram que uma reforma na casa, mesmo que a virtual, de vez em quando se faz necessária.