27 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 2

Yo soy un bom capusero!



Se o Campus Party tivesse uma língua, com certeza seria uma mistura muito louca de português com espanhol somado com neologismos do naipe de "estrimar" (ato de criar um streaming). Se comunicação é uma arte, não dá pra dizer que os campuseros não se arriscam em quebrar o comum.

Hoje começaram as palestras nas áreas de conhecimento e os pontos de discordância não faltaram por aqui: Enquanto em outras temporadas desta série chamada Campus Party cadeiras sentiram o sabor do vento sem uma razão como guia, hoje uma quase voa por motivos muito bem definidos. Não pratico o mesmo esporte, mas deixo a minha opinião de que o público desta festa não é tão especializado assim como o amigo Thiago afirma.

Aliás, tem todo topo de público mesmo aqui dentro, com os mais diferentes pontos de vista. Como este:



Por mais que o caldeirão se agite, a gente quer ver mesmo o circo pegando fogo. Pelo menos no que se trata de idéias. Com as pequenas polêmicas de hoje partimos para o dia 3 desta jornada esperando sermos surpreendidos.

26 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 1

Números im-precisos

Pessoas. Gente. Muita. Mas mesmo assim o mundo parece cada vez menor. Só agora na hora de escrever é que me dei conta de que estas 6 mil pessoas que ocuparam o pavilhão Imigrantes não parecem ser a multidão de gente que costumeiramente me deixa em pânico.
Gente estranha nessa festa é o que não falta (e não vou citar Legião Urbana agora), mas a gente se sente realmente em casa.

Usar a mega-conexão é legal, mas a idéia de sermos termos milhares de pessoas de todos os cantos do mundo, muitas delas até então só conhecidas virtualmente, como vizinhos por uma semana, trocando idéias, piadas e bobagens é o que mais vale pra mim.

E a "família" vai crescendo. Ainda tem mais gente por chegar e muitas histórias pra contar.

Momento "Revolução de Sofá" do dia

O telão usado para exibir imagens do Daniel Pádua sendo "hackeado" para mostrar "Abaixo a Telefônica"

25 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Dia 0

(Um pequeno diário pessoal sobre o evento)

Americana - São Paulo

Vindo pela rodovia dos Bandeirantes, a entrada em São Paulo é magistral. Qualquer caipira como eu se impressiona com a vista da marginal. E com a chuva, o grande problema da capital. Chegamos junto com ela e torcemos pra que a mesma não atrapalhasse muito o nosso caminho. E ainda bem que não atrapalhou.

Do terminal do Tietê direto para a estação Pinheiros-Tietê em direção ao Jabaquara a viagem foi tranquila, Dificil mesmo foi achar onde tinha um ponto de táxi.


Muita coisa pra fazer

Os voluntários ajudam na preparação e na condução do evento. Segundo o crachá somos "dinamizadores", e de fato isso acontece no trabalho. Mesmo com muitas barracas e kits pra montar a boa vontade prevalecia (ainda mais aos gritos do Daniel que nos remetiam facilmente a uma feira livre hahaha)

Nota para a organização geral até agora? 6, pela confusão em vários pontos. Mas nota 10 para o Marcelo Branco, que deu a cara a tapa nos piores momentos e ao Pedro, nosso coordenador, que também se mostrou muito prestativo e aberto ao diálogo.

Amanhã o dia começa bem cedo para os últimos treinamentos e pra abertura dos portões. Hey, ho, let's go!

31 de dezembro de 2009

Lições que levarei de 2009

"Amigo é aquele que não sente inveja da sua felicidade"

Apesar de não parecer uma frase muito positiva à primeira vista, ela define bem o sentimento de 2009: Pelas pessoas que torci, pelas pessoas que torceram por mim, grandes momentos de felicidade. Fica o ensinamento de como a alegria é bem maior quando compartilhada.

Não tente sempre se enquadrar ao mundo, o mundo também uma hora tem que se enquadrar a você.

O assunto é clichê, mas ele continua atual e presente nas nossas vidas. Tente ser mais complacente consigo mesmo: Você não é responsável por todos os problemas do mundo. Os outros também erram. Nào se permita carregar nas costas a culpa que não é sua.

Tenha paciência consigo mesmo.

Temos que lutar todos os dias, é verdade. Mas nós não somos de ferro. Não se culpe pelos seus momentos de fraqueza, seja generoso consigo mesmo pra entender seus limites. Pra poder ter mais calma e segurança de descobrir a melhor forma de superá-los mais tarde.

Siga estas dicas e em 2010 traga as suas :)

20 de dezembro de 2009

O natal segundo o Twitter


Um dia, o @AnjoGabriel mandou uma DM para a @Maria dizendo que ela teria um filho. Ela não acreditou naquilo, podia ser um bot fazendo um viralzinho de uma loja qualquer de produtos de puericultura, mas como ele respondia todas as mensagens ela acabou acreditando.

O @Jose não gostou disso, quase abandonou o Twitter achando que a @Maria tinha dado um unfollow nele. Mas aí o @Anjogabriel também mandou uma DM pra ele. @Jose viu que o @AnjoGabriel era Verified Account e ajudou @Maria em todos os preparativos do novo twitteiro que iria nascer.

Muitas baleiadas depois, ele nasceu. Nasceu num lugar humilde, um m.twitter.com sem nenhum luxo ou filtragem de listas. Mas logo se tornou um Trending Topic, já que os anjos mandaram replies a todos os pastores daquela região e pediam para que dessem RT.

A história acabou chegando a três reis magos, analistas de mídias sociais que captaram o hype e queriam saber quem era aquele sujeito e se um dia ele seria uma boa mídia para seus anunciantes. Mas eles não sabiam como chegar até lá.

Foi aí que apareceu a @EstrelaGuia. Muitos não acreditaram nela, pensando que fosse uma fake de alguma antiga novela da Globo, mas os reis deram follow nela. A solução se mostrou correta, porque eles conseguiram chegar ao JesusCamp, onde tudo estava acontecendo. Lá os reis magos puderam deixar os presentes que trouxeram de tão longe, caso um dia aquele sujeito queira os resenhar no seu blog.

O resto da história todos nós sabemos: Ele creceu em corpo e sabedoria, ganhou muitos seguidores e é mais retwittado do que a Xuxa, mas muita gente ainda o bloqueia.

***


Por enquanto, um feliz natal e um melhor ainda 2010. Mas ainda teremos mais posts este ano, aguardem! ;)

Doctor Who

Há muito tempo tento explicar em linha compreensíveis a minha relação com esta clássica série sci-fi britânica. Hoje me senti preparado para isso, pelo menos tentar um pitaco ou dois sobre o assunto.


Para quem não conhece nada da série, segue um pequeno preâmbulo: "Doctor Who" narra as aventuras de um ser alienígena muito parecido fisicamente com os seres humanos (exceto pelos dois corações) que tem uma "nave" disfarçada de cabine telefônica, com a qual viaja através do tempo e do espaço salvando os humanos e também outros alienígenas de situações complicadíssimas.

Voltando ao plano pessoal, muitos pontos de Doctor Who me levam a reflexão. O primeiro aspecto que chama a atenção de quem vê a série pela primeira vez é como a humanidade é indefesa e por tabela como o Doutor a subestima. Ele faz o seu trabalho como faria por qualquer outra raça, de qualquer outro planeta, mas mesmo assim não a respeita a espécie humana. Em certos pontos cômicos da série descobre-se como ele costuma xingar os seres humanos como válvula de escape da sua raiva. Um soco no ego do Homo Sapiens, que tal?

Mas mesmo assim ele elege uma assistente, que varia ao longo da série. Esta é sua pequena e frágil relação com a raça humana que ao longo do tempo ganha novas facetas. Uma relação interpessoal nascida do zero, sem repertório, sem refer6encias e com uma dose cavalar de sinceridade. Assim paira a pergunta: Poderíamos viver desta mesma forma?

***

Outro ponto para se especular é a identificação da série frente aos espectadores. Como uma série de ficção poderia dizer tanto sobre as pessoas que a assistem?

O Doutor enfrenta perigos muito, mas muito acima do que ele poderia lidar com facilidade. A total ausência de zona de conforto. Os perigos são reais e nem tudo acaba bem no final. Consegue imaginar situação parecida na sua vida? Desafios que você precisa enfrentar sem ter em quem confiar?

Alguém sem casa, sem referências, que ao invés de lamentar seu passado preferiu seguir em frente e usar o que tem para ajudar quem precisa. Praticamente uma premissa clássica de qualquer super-herói. E nessas premissas é que nos encantamos e nos identificamos nessas personas.

No final entendemos o que mais nos encanta não é conseguir uma solução para nossos problemas nos outros, mas somente saber que alguém passa pelos mesmos caminhos tortos já nos alivia.

7 de dezembro de 2009

A liberdade dos nossos tempos


Os últimos tempos estão sendo marcados pelo cerceamento da liberdade na Internet: Primeiro foi o Emílio Moreno, que foi processado por causa de um comentário anônimo no seu blog. Já mais tarde a condenada foi a Claudia Mello, por conta de uma opinião sobre um mau-atendimento médico.

A comunidade online se mobilizou: No caso da Claudia Mello foi criada uma Vakinha para arrecadar os custos da indenização. No momento que escrevo este post, quase 75% do valor necessário já foi arrecadado e o Emílio acaba de lançar mão do mesmo recurso para pagar a indenização.

O que me chama mais a atenção nestes casos e me motiva a escrever este post é observação do momento que vivemos e principalmente as consequências deles. Se por um lado a Justiça se mostra muito insatisfatória, por outro a mobilização das pessoas mostra uma evolução na percepção do nosso conceito de liberdade e de como ela é muito mais um direito adquirido do que dádiva gratuita.

Nestas horas me remeto à máxima "Não existe liberdade sem independência financeira" e como ela se aplica bem a este caso. Mais ainda como um ato de "desobediência civil"entre aspas, sem atitudes contrárias a serem resistidas, apenas o impor de um pensamento que nós fazemos questão da nossa liberdade e assumimos todas as consequências que ela nos trazer, mesmo que tenham sido injustas.

***

Paralelo a tudo isso, continuo refletindo sobre a situação do jornalismo nos nossos tempos. E cá entre nós, eu não consigo imaginar um momento histórico melhor para ser jornalista. Cabe até "parêntesiar" o espanto da minha irmã quando ficou sabendo que faria vestibular pra jornalismo: "Mas o diploma não caiu? Você não precisa disso!"

Nós não precisamos de diploma, mas também não precisamos passar longos plantões presos dentro de redações geladas. Podemos estar nas ruas, podemos ser independentes e principalmente, podemos estar nus. Nus diante ao desfile de interesses que envolve todo e qualquer negócio dentro de um sistema capitalista.

O jornalismo diante todas estas questões volta á suas origens e a sua essência, só que desta vez com muito mais armas capazes de vencer seu grande inimigo, a ignorância. Já não precisamos de grandes empresas, jornais impressos e cadeias de televisão pra dizer algo e ser ouvido. Por trás de um site, um blog ou um Twitter está alguém que responde diretamente pelos seus atos, sem editores para "podar", mas também sem couraças legais e financeiras que o protegeriam. Estamos livres e assim sendo pagando todos os encargos que isto nos trás. O que nos leva de volta a reflexão anterior da "resistência civil". Vamos ter que pagar pelo preço da nossa liberdade, de alguma forma. E que bom que assim seja apenas no sentido econômico.

Como disse Falcão, "A liberdade é um pássaro voando com gaiola e tudo"

3 de dezembro de 2009

Papo de varanda: Já quis "formatar" sua vida?



(Sabe aquele tipo de papo sem compromisso que se costumava ter nas varandas, à noite, depois da janta? E que em alguns lugares ainda persiste, com vizinhos colocando cadeiras na calçada? A idéia dessa série é lembrar esses hábitos com os assuntos do nosso tempo.)

A experiência de se formatar um HD é trabalhosa, principalmente se você não organiza como deve seus becapes. E eu levo dias nisto, não só pela quantidade de informações. A medida que vou encontrando coisas antigas vou tendo flashbacks, vou resgatando histórias, lembranças e sensações exatamente na forma que originalmente aconteceram. Isto me consome muito.

Computadores são feitos de conteúdos virtuais, copiáveis, móveis e principalmente apagáveis. Se a vida real fosse assim as vantagens seriam muitas.

Já me peguei apagando pessoas do meu Orkut como se aquilo fosse apagá-las da minha vida. Infelizmente isso não é possível. Um "FORMAT C:" cairia muito bem.

São muitos os benefícios de um sistema limpo, zerado, sem as grandes exigências que os programas instalam na memória ao longo do tempo. Mantém o processador sempre carregado, atrasando ou até impede o desenvolvimento de novos projetos.

Aquela pasta que mais dá vontade de deletar é "Amizades feitas < 18 anos". Pouquíssima coisa de lá se salva, e o que vale a pena já fiz backup há um bom tempo. E como tudo que é backup é útil, nessas poucas boas experiências aprendi um bom tanto:

Um dos meus amigos no colegial era um dos "malas" da classe. E não negaria que ele era chato, porque ele era sim. E apesar de ter começado essa amizade por falta de opção, com o tempo fui aprendendo a separar as qualidades e defeitos nos seus devidos lugares. Por culpa dele conheci Oasis, Coldplay, Foo Fighters, numa época que nem imaginava que um dia gostaria de rock.

Já a grande parcela que quero esquecer tenho pouco a comentar, a não ser que caso me encontrem vão achar que estão falando com uma pessoa inexistente, porque o "eu" daqueles tempos não existe mais, e nunca deveria ter existido. E também não quero que me lembrem, que me enxerguem daquela forma que fui.

E vivam as nossas idiossincrasias.

[Postado ao som do cover de Hotel California feito pelo The Killers.]

1 de dezembro de 2009

Dica: Transformando uma pasta em drive virtual


A turma oldschool vai se lembrar dessa, principalmente quem atravessou pela época do Windows 98 e seus CD-ROMs que obrigavam você a colocar o CD do programa sempre que o executasse (invabilizando fatalmente a pirataria, numa época que não existia CDs graváveis):

Entre no prompt de comando. Um bom atalho é pelo Iniciar > Executar > "cmd" sem as aspas > Ok

Lá digite:

subst [a letra do drive que será criado]: [caminho da pasta]


Exemplo: Quero que a pasta "Almanaque" em C: seja transformada no drive virtual F:
subst F: "C:\Almanaque"


Para desfazer o drive virtual, é só usar:
subst /D [drive virtual que foi criado]:


(Tinha planejado fazer um post reclamando do mau atendimento da UNIMED Americana, mas não achei digno de gastar esse fim de terça-feira esquentando a cabeça com isso. Fica pra depois.)

30 de novembro de 2009

O que as séries nos ensinaram sobre a vida

Tenho a mania totalmente anti-brasileira de ouvir o que as pessoas dizem sem concordar com elas. Um boim exemplo disso é o fato de continuar lendo o blog do Cardoso. Cheio de polêmicas, às vezes contundente, outras horas nem tanto, gosto do estilo provocador.
Esta minha insitência rendeu um bom fruto, um post que eu concordei em gênero, número e grau sobre televisão. Para quem não viu ainda, recomendo a leitura.
Aproveito deste momento pra usar este assunto como gancho no meu blog: Falar mal da televisão nós vamos sempre falar sempre que for necessário. Eu especialmente não escapo disso. Mas devemos manter sempre nossa sensibilidade e atenção à disposição de registrar fatos e momentos que nos marcaram positivamente. Por tudo isso, resolvi listar aqui listarei alguns desses momentos que fazem da televisão um veículo ainda tão presente na nossa vida:


"The One with the Prom Video" (Friends - S02E14)



Ross e Rachel brigaram por causa da sua falta de iniciativa e aterna indecisão. Ele a ama desde os tempos do colégio, mas de forma platônica. Exceto pelo dia do baile onde o destino armou dele salvá-la, e que da mesma forma desarmou. Rachel não sabia disso e foi através de um vídeo perdido nas coisas da Monica que a veradade veio a tona. E a mudança de atitude também.



"The Bath Item Gift Hypothesis" (The Big Bang Theory - S02E11)



Sheldon não tem habilidades sociais. Desta forma, tudo que ele pode fazer é tentar entender os comportamentos sociais através da ciência e da matemática. Mas Penny, a vizinha, mostra que como a esperteza é mais forte que o conhecimento bruto e o surpreende com um presente, capaz de destruir qualquer resitência ou barreira psicológica.

"The One Where Joey Moves Out" (Friends - S02E16)



(Inicialmente não quis comentar sobre esta cena pelo fato de "Friends" já ter sido representado neste post. Mas a twittada do Marcel justamente hoje me fez repensar essa posição.)

Depois de muito tempo dividindo o mesmo apartamento com Chandler, Joey resolve se mudar. A cena que marca a despedida de Joey é a materialização na TV do ditado "uma imagem vale mais que mil palavras". Quase sem falas e expressões, ainda dá pra se sentir tudo que acontece naquele momento. Sucedido pela rara ocasião onde "Friends" não teve uma "gag final".

Faltou algum momento que você considera inesquecível? Sugira nos comentários.

26 de novembro de 2009

Ação de Graças

Fico impressionado como estão importando muito feriados hoje em dia. Provavelmente devm ser isento de impostos pela Receita Federal. Já tem o pessoal que tenta fazer Halloween pegar aqui no Brasil, junto de uma turma que quer transformar o 31 de outubro em Dia do Saci.

Gostosuras ou travessuras à parte, se tem um feriado que gostaria muito de ver no Brasil é o Dia de Ação de Graças. Gosto desse ponto da cultura protestante norte-americana, mesmo que muitas vezes não seja exatamente sincera.

Sei que não é meu forte dar e até mesmo receber agradecimentos, mas a cada dia que passa aprendo mais sobre a importância e a beleza disto. Para criar, para fortalecer ou simplesmente para ver melhor as virtudes da vida.

2009 foi um ano de muito trabalho, muitas muitas conquistas, das quais sou grato a todos que estiveram presentes. Do pessoal do NET Cidade, uma família cada vez mais unida à turma dos NoBs, passando pelo o imenso prazer de conhecer melhor aquelas pessoas que via apenas num monitor. Gente até mesmo morando muito distante fez o seu voto de "sim, isto vale a pena".

Pessoas que me ajudaram sem pedir nada em troca e pessoas que pude ter o prazer de ajudar. Gente que me permitiu fazer parte da sua história e gente que me permitiu passar as minhas adiante.

No geral, aquele MUITO OBRIGADO mesmo por poder ser mais um viajante nesta longa estrada da vida.

Calor de derreter miolos

Voltando pra casa um senhor, do nada, me avisa: "O cartório não é mais aqui". Eu por reflexo, respondo: "É, agora fica umas 3 casas pra lá..."
Ele vira a cabeça e vai embora.

***

Na volta, passo por uma confusão no trânsito, o caminhão arrancou o retrovisor de um carro. Na outra esquina alguém me fita nos olhos e pergunta: "Foi batida ali?"
Eu, já não tão reativo assim, sonoramente: "HÃ?!"
- "Ah, você não tava no caminhão..."
Foi embora sem dizer mais nenhuma palavra.

***

Depois de atravessar a rua, uma pessoa SAPATEIA na minha frente. Simples assim. O chão tava quente mas não tava pra tanto, convenhamos...

Um colega de trabalho comentou de manhã que o carro dele estava cheirando muito mal. Devia ser tapete molhado ou algo do tipo, mas não achava exatamente o foco do mal cheiro. Ao voltar do almoço ele me contou que achou. Era um peixe comprado no supermercado na TERÇA que tinham esquecido no porta-malas.

***

Esses foram alguns exemplos de como uma população pode surtar coletivamente sob altas temperaturas.

PS: Todas as histórias aqui relatadas são verídicas, nenhuma situação foi inventada.

23 de novembro de 2009

Curta confissão

Adoraria trazer pro Brasil o formato do 5 Para A Meia-Noite

21 de novembro de 2009

Bullyproof

Quando vi esse link dentro do feed de novidades da Radio 1 por um minuto imaginei ser algum especial do La Roux. Engano desfeito, vem a satisfação de ver uma campanha dessa importância acontecendo.

Como o próprio vídeo mostra, 47% da crianças britânicas já sofreram ou sofrem bulling. Poderíamos chamar isso de um caso de saúde pública?

Essa campanha da BBC visa conscientizar os jovens do problema e também dar apoio para aqueles que sofrem desse mal. Confira o vídeo:

20 de novembro de 2009

Top 8 - Institucionais de TV

Muita gente no Twitter e até mesmo no trabalho comenta sobre o meu fascínio sobre vinhetas, chamadas e institucionais de televisão. Isso me deu a idéia da oportunidade que eu tenho de compartilhar esse conhecimento com mais gente (maluca que nem eu, talvez?) e na forma mais divertida e polêmica que pode haver: uma lista dos melhores, segundo meu critério. Confira se a minha lista de favoritas bate com a sua:

(Quero deixar registrado a infelicidade de não haver campanhas brasileiras na lista pelo simples fato que o Brasil não acredita neste formato, ou quando acredita, se limita a copiar e traduzir (caso do SBT).)


8 - "Just Watch Us Now" (1982 - NBC)



Por quê? A briga entre o primeiro lugar em audiência durante os anos 70 ficou praticamente apenas entre a ABC e a CBS, o que fez da necessidade de renovação de imagem a prioridade número um dentro da NBC para os anos 80. Todo o resultado dessa reestruturação está retratado na campanha "Just Watch Us Now", que foi muito bem sucedida e que portas para outras campanhas bem sucedidas da casa nos anos 80.

7 - "Still The One" (1977 - ABC)



Por quê? Como podem notar, a ABC nunca perdeu a obsessão em querer anunciar que é a líder, só que nessa o trabalho foi bem melhor. E não sou só eu que digo isso, mas também o Channel Nine da Austrália, a Sky da Inglaterra e mais um monte de emissoras que copiaram essa música.

6 - "Come Home" (1986 - NBC)



Por quê? Tem coisa melhor do que a sensação de estar voltando pra casa depois de um cansativo dia de trabalho? A NBC sentiu isso e associou esta idéia com a que a emissora seja a casa das pessoas, onde seus shows são parte integrante da família americana. As cenas de gente encerrando o expediente definem brilhantemente o vídeo.

5 - "We're Four New York" (1992 - WNBC-TV)




Por quê? Tomando sucessivas "surras" nos índices de audiência, o canal nova-iorquino da rede NBC precisava de uma renovação e uma das grandes sacadas foi essa campanha inspiradora, que foi a fundo no espírito cosmopolita da cidade, sem falar no esperto trocadilho entre "for" e "Four", número do canal no espectro. A campanha chegou a ter repeteco anos seguintes, mas não com o mesmo efeito.

4 - "Let's All Be There" (1985 - NBC)



Por quê? É sem dúvida um dos slogans mais lembrados quando se fala em campanhas institucionais de TV nos EUA por combinar uma boa letra (a excelente sacada do "people come together with the moment that they share") e um ritmo conquistador. Também bem lembrada numa boa versão de 30 segundos:



3 - "Looking Good" (1979 - CBS)



Por quê? Apelar para o lado emocional das pessoas sempre foi uma estratégia chave no mercado de jingles e institucionais de TV nos EUA, só que com um ingrediente a mais: O patriotismo. A CBS sempre se valeu muito dessa fórmula mas nesse promo de 1979 ela realmente se supera, e pasmem, nem chega a colocar o nome da rede na letra!

2 - "Reach for the Stars" (1981) - CBS



Por quê? Frética, conquista pela empolgação, ligada a quantidade de formatos de aventura nas estréias da temporada. Também um dos raros casos onde a edição das imagens contribui significativamente para a mensagem do vídeo.

1 - "We've Got The Touch" (1983) - CBS



Por quê? The "touch", o "toque", algo que não pode ser bem definido, mas pode ser sentido. A campanha é toda construída em cima de sentimento que une TV e telespectador de uma forma que qualquer obstáculo é contornado. Logo em seguida a campanha foca as atividades do dia-a-dia e como um "toque" pode transformar tudo:



MENÇÃO HONROSA: RTP 50 anos (2007)



Por quê? A edição do vídeo ficou muito a desejar, misturando artistas que cantam sem saber a letra da música com imagens que nem são da própria RTP. Mas apesar disso a campanha de 50 anos da Radio e Televisão de Portuigal merece um lugar de destaque nesta lista pela incrível canção que usou. Ainda estou a ver uma música que fale de maneira tão poética e verdadeira sobre o trabalho televisivo e a sua função social.

4 de novembro de 2009

Americana ainda tem rock'n'roll?

(Esta é uma matéria publicada na sazonal "Revista Notícia" em 2006, no auge da cena independente da cidade, que repousou por muito tempo no meu HD e julguei oportuno relembrar. A pergunta que fica no ar agora é: E o futuro do rock em Americana? O que reserva?)



26 de outubro de 2009

Americana sob ângulos curiosos [2]


Caso esclarecido: Xuxa estava fazendo Twitt-pago!



Americana parece com Londres? Acho que me lembra mais Nova York...



Quem fez isso merecia um telefone. E com força.

24 de outubro de 2009

20 de outubro de 2009

Lidando com o ócio #1

Cliente te deu bolo? O trabalho na produtora parou porque o MPEG vai demorar 2 horas pra exportar? Aprenda então a ter horas de puro prazer e diversão lúdica fazendo um pião de pinos vazios de DVD-R:

Selecione dois pinos de tamanhos diferentes: 15 e 50 DVDs, neste caso:



Encaixe-os pela base:



Posicione no chão e gire, é diversão garantida!

7 de outubro de 2009

#AmorimFacts



Paulo Henrique Amorim é um apresentador de longa expriência e de grande versatilidade, daria certo em qualquer tipo de programa:

Apresentando um programa infantil:
"Olá neném!"

Apresentando um programa de qualidade de vida:
"Olá, tudo zen?"

Um programa espírita:
"Olá... do além!"

Um programa de calouros:
"Olá! Canta bem?"

Um programa de culinária:
"Olá, quer também?"

(com colaboração do Thássius)