Eu tenho pensado muito que o espirito de um jornalista não é dizer ao aparentemente errado o jeito certo. É dar a chance do errado consegui provar que ele está certo.
14 de abril de 2013
31 de dezembro de 2012
ENEM 2012 - Como cada veículo gostaria de cobrir
G1: Veja como foi a chegada do ENEM nas principais capitais brasileiras.
— Micael Silva (@micaelsilva) November 2, 2012
ZERO HORA: Veja o gaúcho que coordenou a realização do ENEM
— Robson (@robsoncosta_) novembro 2, 2012Veja: Zelador de escola onde foi aplicado o ENEM tem envolvimento com o mensalão
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Superinteressante: Por que sentimos fome no ENEM?
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Carta Capital: Serra diz que é contra o Kit-ENEM
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012@micaelsilva Nova: 50 dicas pra apimentar a sua nota no ENEM.
— André Pacheco (@andrepacheco) novembro 2, 2012G1: Nana Gouvêa tira foto junto com estudantes que chegaram atrasados para o ENEM.
— Coringa-Files (@CoringaFiles) novembro 2, 2012EGO: André Marques ataca de fiscal de prova do ENEM
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Lance!:Gilson Kleina diz que fica mesmo se o Palmeiras não pontuar no ENEM
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012R7: Veja os participantes de A Fazenda que já fizeram o ENEM!
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012INFO: 5 aplicativos testados para ir bem no ENEM.
— Eduardo Sarsur (@edusarsur) novembro 2, 2012Tecnoblog: Review exclusivo do ENEM 2012
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Gizmodo: O ENEM 2012 é melhor?
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012O Globo: ENEM 2012 contém questões do Mercado; confira as dicas da Miroca
— Miriam Leitão (@MiriamLeitao) novembro 2, 2012BBC: Brazilian exam occur without samba
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Folha: ENEM começa hoje, segundo o Datafolha
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Estadão: ENEM mobiliza estudantes de todo país, apontam muitos estudos
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Jornal da Tarde: EDITORIAL: "Queríamos cobrir o ENEM, por pouco não conseguimos"
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Meia Hora: Popozuda que chega atrasada faz strip para porteiro na tentativa de entrar
— Sergio Fernandes (@sergiowpf) novembro 2, 2012NHK: ブラジルのテストENEM
— Lucas Blassioli(@Lucas13lab) novembro 2, 2012Coluna do Flávio Ricco: RedeTV atrasa salário de jornalistas que cobriram o ENEM
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012BRASIL URGENTE: Tiroteios interrompem o ENEM
— Wagner Belinato (@woguii) novembro 2, 2012HBD: Explicando pros gringos sobre o ENEM
— Lucas Blassioli(@Lucas13lab) novembro 2, 2012GAZETA ESPORTIVA: Neymar, Casemiro e Lucas não fazem Enem
— Rodney Brocanelli (@rbrocanelli) novembro 2, 2012Profissão Repórter: O drama dos estudantes que fazem o ENEM
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Globo Repórter: O ENEM nas florestas selvagens da África.
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012A Liga: Nossos repórteres vivem na pele as angústias e dificuldades de quem tem que enfrentar uma prova.
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012CNN: ENEM is a new type of bird in extinction in Brazil
— Giorgio Guedin (@giorgioguedin) novembro 2, 2012Sessão da Tarde: Corra que o ENEM vem aí.
— this.setName(Cicero) (@greevin) novembro 2, 2012@micaelsilvaAprenda a realiza um ENEM 100% saudável. Hoje, no Bem Estar.
— Frank Toogood (@fwtoogood) novembro 2, 2012Encontro com Fátima: Até que ponto o ENEM atrapalha a relação com a família?
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012Mas só daqui duas semanas RT @edusarsur: FANTÁSTICO: Em entrevista ao Fantástico, um estudante conta o que viu da vida depois do ENEM.
— Micael Silva (@micaelsilva) novembro 2, 2012@micaelsilva "De hora em hora o SBT informa o resultado parcial do ENEM. Questão 1: A. Questão 02: D"
— Frank Toogood (@fwtoogood) novembro 2, 2012Gospel News: centenas de estudantes são possuídos pelo espírito do Enem
— Anny (@LobaMuitoCruel) novembro 2, 2012Seu perfil foi visualizado por 5 milhões de inscritos do ENEM na última hora.
— Eduardo Sarsur (@edusarsur) novembro 2, 2012Garota Sem Fio: use a mobilidade a seu favor no ENEM!
— Lucas Braga (@lucasbraga) novembro 2, 2012
14 de novembro de 2012
Atualidades e antiguidades
Eu não saberia dizer se gosto mais de jornalismo ou de história. Pra mim são duas coisas que se complementam, faces da mesma moedas, irmãos.
A história é uma das fontes para buscar entender o que acontece hoje. E quem vai dar as pistas daqui há muito tempo sobre o que aconteceu naquele dia é o jornalismo.
Comparo o processo jornalístico como se fosse suco de uva. A história é a prova real dele, é quem vai dizer tempos depois se o resultado se tornou vinho ou vinagre.
16 de outubro de 2012
O2
O bairro que estou morando atualmente é um bairro de muros. Não de casas, de muros. — Fernado Pessoa se perguntaria: Onde está Lisboa com suas casas de várias cores? Onde estão as casas em si? — Porque eu não sei como são as casas, estão escondidas atrás dos muros. Isso ao mesmo tempo me irrita e me deixa aflito. Um sentimento de prisão, de claustrofobia, que com o tempo evolui para stress. Eu precisava rever como é o mundo de verdade. Recarregar o celular num domingo à tarde foi a desculpa que coube para atravessar a cidade a pé.
Não sei se foi o cansaço físico disso ou o alívio mental que causou mas dormi nesse dia melhor do que em muitos meses. Mas a causa da angústia continua, logo a estratégia será repetir isso com mais frequência. Talvez numa frequência assustadora. Parece que não só o cérebro em si se oxigena (apesar de muita poluição no ar) mas as idéias também. Talvez ajudado pelo fato de não ter um celular funcionando me fez falar um pouco comigo mesmo. Falar com aquela inspiração totalmente anti-social, que desaparece quando falo com alguém, quando leio um jornal, quando abro o Twitter.
Talvez a falta dela tenha me levado a saúde mental.
1 de outubro de 2012
Um mito. Em poucas palavras.
O jeito alegre da Hebe é tipo uma loucura. A melhor loucura pra se ter, diga-se de passagem.
É muito bom ter uma loucura que não faz mal nem aos outros nem a si mesmo.
29 de agosto de 2012
Paraolimpíadas ou paralimpíadas?
Hoje, quarta-feira, começam as Paraolimpíadas 2012. Ou seriam "paralimpíadas"? Muito provalvelmente você também foi pego de surpresa com essa confusão do nome que não foi explicada por nenhum veículo de mídia (Não que eu esteja sabendo, pelo menos). Então vamos lá:
A grafia mais adotada em inglês é "paralympic", apesar de também acontecerem ocorrências do termo "paraolympic". A confusão entre os termos se deve muito ao fato de entre 1960 e 1988 o evento não adotar o nome pelo qual é conhecido hoje. "Paralympic" foi um termo cunhado pela imprensa, muito provavelmente da junção das palavras "paraplegic" e "Olympics".
Apesar de oficializado em 1988 em Seul, o nome "Paralympic" não se refere a "paraplegic" e sim ao prefixo grego 'para' que significa paralelo. A inclusão de diversos outros grupos de deficiências dentro dos jogos tornou essa referência inapropriada.
E o 'paralympics' e 'paraolympics', como fica?
Outras questões pesaram na escolha do "paralypics" e seus derivados em outras línguas como grafia oficial adotada pelo Comitê Internacional. A primeira é a questão do hiato, o encontro da a vogal A com a vogal O, que dificulta a pronúncia do nome em algumas línguas. A segunda é comercial. Com a prefixação acontecendo da palavra "Olympics" o Comitê Internacional Paralímpico poderia ter problemas pelo fato da palavra ser registrada como uma marca do Comitê Olímpico Internacional.
Por conta disso há a preferência pela grafia "paralympics" e consequente recomendação para que os demais comitês nacionais adotem uma versão semelhante.
Na língua portuguesa
Apesar de estudos apontaram para "paraolímpico" como sendo a versão mais correta, tanto o comitê brasileiro quanto o português adotaram "paralímpico" no nome, seguindo a recomendação do Comitê Internacional. E como visto a imprensa também adotou. Só não contou essa pequena-longa história que você aprendeu hoje. :)
Para saber mais, veja o documento do IPC sobre o assunto.
25 de agosto de 2012
Palitos da discórdia
Um dos assuntos dominantes nessa semana foi a página do Facebook da Gina indelicada e todas as consequências e complicações deste assunto. Gostaria de adicionar apenas alguns comentários.
O primeiro é observando as críticas de que não é um humor original, que repete um estilo que se encontra em qualquer lugar "vendido" sobre uma nova forma. O fato é que tudo no humor segue essa mesma lógica, esse mesmo esqueleto. Humor é sempre humor, só ganha novas embalagens (e não me refiro a Gina garota-da-caixa). Se cabe alguma genialidade ao autor nessa confusão certamente foi a de colocar tudo isso sob uma "marca" interessante. Por mais que isso seja cruel para todos que produzem conteúdo a forma é sim muito importante. É como o produto se entrega. A logística é bem mais importante do que as pessoas tem julgado.
O segundo é notar como esse humor baseado no mau humor vem se tornando um padrão. Ninguém escapa do mau humor. Faz parte da vida. Mas transformar isso em mercadoria principal é o tipo de "alimento intelectual" diário que eu não creio ser benéfico pra alguém.
Já que falei tanto de humor, e ao mesmo tempo não quero julgar se é certo ou não, apenas expus minha opinião, vai um vídeo que vai de cada um achar se é correto ou não: Adam Hills, comediante australiano, falando sobre paraolimpíadas. Informação adicional: ele nasceu sem parte de uma perna.
UPDATE: O Eden Wiedemann falou sobre o assunto.
17 de julho de 2012
A tristeza do palhaço
Tenho pra mim que todo humorista tem um grande vazio e uma grande dor dentro de si. Isso ficou bem mais claro pra mim numa cena que já devo ter contado aqui no blog, acontecida nos tempos que fazia fisioterapia. Esperando pela consulta, vi a fisio levando a paciente até a porta e ambas rindo de alguma coisa que não entendi. Ao me chamar e entrar na sala para começar a sessão ela falou um pouco sobre aquela pessoa. "Ela é muito engraçada, fala cada coisa... E ela está fazendo tratamento para depressão, muito curioso isso. Na verdade, é uma coisa bem comum pessoas com depressão serem alegres assim."
Claro que uma pessoa com depressão profunda não sai por aí contando a última bobagem que leu no Twitter, mas quem tem a depressão quase como um traço de sua personalidade (e eu me vejo assim) sabe muito bem usar uma máscara risonha. Talvez seja o lado do moeda que complete o Ying-Yang do mosaico que é um ser humano.
A tristeza e a dor tem o poder de nos des-anestesiar. Enxergar além das várias pequenas ilusões que vivemos todos os minutos e assim conseguir aquilo que a @rosana definiu um dia como humor, aquele choque que um neurônio causa no outro que dispara uma risada, um pensamento com caminho torto que destrói um conceito pronto.
E talvez seja enxergando o humor como uma forma de quebrar antigas estruturas que ele exista na mente e na forma de viver dos tristes e deprimidos. Uma vingança acontecendo dia após dia, sem que ninguém perceba.
19 de junho de 2012
Re-ciclo
Duas coisas são capazes de me manter longe da loucura: Remédios e trabalho. Uma das formas mais rápidas e eficiente de não ficar com pensamentos obsessivos e negativos é não ter tempo para pensá-los. E ainda tem a diferença que com remédios você gasta dinheiro e com trabalho você ganha.
Só que o problema volta nas férias. Ou nas mini-férias. Ou férias parceladas. Se deixar não saio da cama o dia todo e me sinto o Julian Assange em prisão domiciliar, só que por conta própria.
Agora eu só quero pensar na volta da rotina. E ficar morrendo de sono o dia inteiro do que não ter mais sono pra dormir.
25 de dezembro de 2011
O que aprendi, so far.
Festas de fim de ano são oportunidades de reflexão em duas parcelas. Você pode fazer a sua no Natal ou no Ano Novo. Ou começar em uma e terminar em outra. Vale o clima que se seguir durante o intervalo de 7 dias.
Por ora quero falar sobre a "vida virtual". Não sei se você a leva a sério ou não leva a ponto de achar que ninguém deveria (criando aí uma estranha incoerência) mas vou usar esse termo apenas como delimitação do assunto abordado.
Aprendi muito. Não tanto sobre o que seja certo ou errado mas sim como se comportar diante deles.
Encontrar a extraordinária capacidade do ser humano de pensar diferente, e de se permitir pensar diferente também. Viver cada dia esperando poder rever algum conceito. Construir novas ideias que sejam novas de verdade.
E a gente só aprende vivendo, e vivendo, e vivendo, e vivendo...
19 de dezembro de 2011
Dica de série: The Shadow Line
Experiência com séries policiais tenho apenas com C.S.I., o que não é exatamente algo que se aprofunde no mundo do crime. Mas algo me diz que essa série vai surpreender mesmo quem já está acostumado com o gênero. "The Shadow Line", com seus 7 episódios, consegue programar um surpresa para cada um deles.
A morte de um chefe do tráfico de drogas é a porta de entrada para um mundo onde não é possível definir quem está do lado da justiça ou não. Isso levando em consideração um conceito de justiça muito além da lei. E dentro desse jogo de estratégias já demarcadas há muito tempo a bala alojada no cérebro do Inspetor Jonah Gabriel que causou sua amnésia é a motivação para que o mesmo tente buscar a verdade sobre o que aconteceu.
Cenas onde a violência é inesperada e silênciosa fazem parte desta série que narra o mundo do crime de uma forma muito além do clichê. Você não verá o tempo passar.
18 de dezembro de 2011
Dica de livro: Com vista para o Kremlin
"Nesse país nada é preto nem branco. É preciso viver na Rússia para entender a existência dessas zona cinzentas". Sem nenhuma pretensão Vivian Oswald cunha em algumas passagens do livro a expressão que melhor definiria o relato que é "Com vista para o Kremlin - A vida na Rússia pós-soviética". E felizmente o livro vai muito além de uma vista privilegiada da Praça Vermelha.
Vivian faz uma grande viagem pela alma russa e dos vários povos que viviram o brasão soviético, porque além de não ser nem preta nem branca, a Rússia não é óbvia. E tal como o Brasil não é para principiantes.
É bastante válida percepção feita ao longo do livro de como Brasil e Rússia podem ser parecidos em certos aspectos, tantos pelos problemas como por soluções adotadas. A necessidade de se reencontrar com a própria história é latente tanto lá como cá, muito além dos laços ideológicos comunistas como de Luiz Carlos Prestes que julgamos serem tão relevantes. A era comunista é colocada em discussão para saber se Stálin foi herói ou vilão e em qual proporção, assim como nós brasileiros buscamos saber o que fazer com os anos de chumbo da ditadura. Assim a Rússia segue se construindo em um novo cenário, porque a Rússia não para.
O livro é um relato extenso, muitas vezes pessoal e também um pouco confuso sobre os dois anos de Vivian como correspondente na Rússia. Mas com um excelente sabor de relato pós-viagem de alguém que você não quer perder nenhum detalhe da viagem. A vida os apartamentos comunitários da era comunista, o metrô de Moscou, a repressão de um governo contra sua própria população, o drama do alcoolismo, a rica herança cultural, com museus, teatro, cinema e literatura, tudo contado em 367 páginas bastante despidas dos tradicionais esterótipos sobre este país. Um bom guia para quem quer entrar neste mundo.
E quem sabe uma oportunidade aberta para que os russos conheçam o Brasil além do kit-básico "Carnaval-futebol"
Para uma visão bem mais aprofundada sobre a Rússia atual recomendo visita ao blog Falando Russo.
16 de dezembro de 2011
Twitter e indiretas
Mania de perseguição egoísta: Achar que aquela indireta é sua, somente sua e não serve para mais ninguém.
— Micael Silva (@micaelsilva) dezembro 16, 2011
10 de dezembro de 2011
A vida não tem sentido, mas é preciso que você acredite que tenha para não ficar tediosamente parado a vida toda enquanto espera a morte.
— Micael Silva (@micaelsilva) December 10, 2011
29 de novembro de 2011
Velharia
De repente parei para olhar como a imagem de cabeçalho do blog está desatualizada de várias formas.
Começando pelo teclado. Fazia parte de um PC que hoje está mais pra lá do que pra cá. A caneca da foto, já lascada hoje já não tem mais nem asa. Até o conteúdo não pode ser mais o mesmo, parei de tomar café.
Coisas que mostram que uma reforma na casa, mesmo que a virtual, de vez em quando se faz necessária.
21 de novembro de 2011
Crônicas de Bush House
Nada a ver com presidentes norte-americanos. Bush House é onde se localiza o Serviço Mundial da BBC. Em 2003 no aniversário de 65 anos do serviço em português em onda custas Ivan Lessa, colunista do site, trouxe suas crônicas do tempo que entrou na corporação, 1968. Elas se seguiram em 5 partes, disponibilizadas também em áudio. Ouça nos players a seguir:
12 de novembro de 2011
Dica de série: The Hour
O que me fez começar a assistir esta série foi a promessa de ver uma história se passando num noticiário de televisão da BBC nos anos 50. Mas no melhor estilo "come from, stay for" o clima, os personagens e a trama de "The Hour" me levaram até o final de cada um dos 6 episódios desta primeira temporada com ansiedade e o coração na ponta dos dedos.
Freddy, Bel e Hector formam um trio que não exatamente se ama, não exatamente se odeia, mas que se juntam a uma equipe que todos os dias colocam a vida física, emocional e profissional em risco: O programa "The Hour". Em meio de um ambiente político conturbado, Freddy se empenha na investigação de uma história de um assassinato que se descobre cada vez mais surpreendente. Tão surpreendente que qualquer comentário além pode ser considerado spoiler.
Em episódios de um hora que valem cada minuto, a história só demora para se apresentar. A partir do 3º episódio qualquer minuto é válido para tentar desvendar uma trama que teima ir contra o relógio de uma equipe que já não tem poucos desafios para lidar.
"The Hour" já foi renovada para uma 2º temporada em 2012. A curiosidade é que esta série foi produzida pelo mesmo estúdio que produziu o documentário "Meeting People Is Easy", um ótimo registro audiovisual da turnê da banda Radiohead na divulgação do seu disco "OK Computer" de 1997. Tão bom que pode ser considerado uma extra do disco. Fica uma dica para o que ver assim que você assistir a primeira temporada.
10 de novembro de 2011
Estranha carreira profissional
Domingo passado fiz mais uma etapa de uma nada coerente carreira profissional: Uma primeira final de campeonato de futebol. De segunda divisão, onde a dificuldade é bastante ligada à estrutura ou a falta dela. E estando no campo. E cobrindo briga após o jogo.
Minha carreira televisiva (com ou sem aspas, dependendo da opinião do leitor) até agora teve passagens pelo cenário alternativo de música, depois tecnologia, um pouco de política nas eleições e atualmente nos esportes. Sempre sendo jogado na fogueira.
Reclamações? Na hora, sim. Mas sempre rola o medo de se arrepender por ter dito "não" a uma oportunidade. Já devo ter contado isso aqui, mas me lembro muito fortemente a hora que recebi o convite para cobrir a apuração das eleições. Sozinho. Em outra cidade. Ao vivo.
Devo ter ficado uns 5 minutos recusando o convite. A nossa coordenadora na época, grande pessoa, relutava em aceitar meu "não" e acabou aceitando muito a contra-gosto. Saí da sala, peguei o corredor e fui ao bebedouro. E pensei mil coisas naquele caminho, ndaquela forma que o pensamento tem de processar tantas coisas que não caberiam jamais em um tempo físico de fala ou escrita. Voltei para a sala e com uma coragem que até hoje não sabia que teria pedi a oportunidade de volta.
Minha chefe concordou com um sorriso de quem já sabia que isso ia acontecer.
Esses são os pequenos momentos dentro de um correira atribulada da vida que eu faço de tudo para manter sempre na memória tentando sentir a mesma coisa que senti naquela hora.
É por isso eu continuo fazendo um caminho muito longe de ser uma linha reta.



